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Desenvolvimento

O Espírito Santo sempre esteve de olho no futuro

Ter uma bússola que oriente os rumos a serem seguidos é essencial para o sucesso de qualquer organização, privada ou pública

Publicado em 27 de Junho de 2025 às 04:15

Públicado em 

27 jun 2025 às 04:15
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

É possível dizer que o Espírito Santo, superado o período em que foi mantido isolado, quase intacto — quando o desenvolvimento se limitava ao seu litoral por força da política do reino português de evitar a criação de rotas que pudessem desviar o ouro das Minas Gerais —, sempre procurou planejar o seu futuro.
Foi assim desde os governos Muniz Freire (1892-1896 e 1900-1904) que, há mais de um século, buscou transformar Vitória (o “Novo Arrabalde”) no grande centro comercial de escoamento da produção cafeeira, como bem lembrou o ótimo texto de Sávio Bertochi Caçador publicado em A Gazeta.
Destaques em termos de planejamento foram também os governos de Jerônimo Monteiro (1908-1912, que sonhava com a diversificação da economia estadual), Jones dos Santos Neves (1943-1945 e 1951-1955, que apontou o rumo da industrialização), Christiano Dias Lopes Filho (1971-1975, que criou o ambiente necessário à superação da grave crise da erradicação dos cafezais capixabas) e Arthur Carlos Gerhadt Santos (1971-1975, que marcou o início da era conhecida como a dos Grandes Projetos industriais).
Comércio exterior continua abrindo oportunidades de negócios para a economia capixaba
Comércio exterior continua abrindo oportunidades de negócios para a economia capixaba Crédito: Fernando Madeira
Desde o primeiro governo Paulo Hartung (2003-2010) o Espírito Santo nunca deixou de ter um planejamento estratégico elaborado com a participação do poder público, da sociedade civil, do setor empresarial e da academia. Renato Casagrande deu continuidade ao ES 2025 com o ES 2030 e agora se empenha na elaboração do ES 500 anos – uma atualização do ES 2030 – que pretende deixar como legado um plano de desenvolvimento de longo prazo no 500º aniversário da colonização do solo espírito-santense que será comemorado em 23 de maio de 2035. Seja quem for governador do Estado na próxima década, todos devem assumir o sagrado compromisso de levar essa empreitada à frente.
Ter uma bússola que oriente os rumos a serem seguidos é essencial para o sucesso de qualquer organização, privada ou pública. Alinhar essa bússula com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU – erradicação da pobreza, educação de qualidade, redução das desigualdades, criação de cidades e comunidades sustentáveis e proporcionar saúde e bem-estar a todos – evita a dispersão de esforços e maximiza a eficácia dos resultados. Daí a importância de o planejamento ser elaborado com a contribuição de todos os atores sociais e de garantir que esse planejamento seja de fato executado no futuro.
O Espírito Santo, todos sabemos, tem conquistado ganhos consideráveis com os planejamentos elaborados no passado. São visíveis os resultados alcançados nas últimas décadas na qualidade da gestão fiscal e financeira do Estado, reconhecida com a maior nota do país no indicador de capacidade de pagamento da Secretaria do Tesouro Nacional.
São também expressivos os resultados nos indicadores sociais como, por exemplo, a redução da mortalidade infantil, da taxa do analfabetismo e da taxa de homicídios, e a ampliação da esperança de vida ao nascer, da quantidade de alunos em escolas de tempo integral e de pessoas com ensino superior completo.
Mas também são muitos os desafios que estão pela frente, até porque o Estado sofreu com as consequências de revezes significativos ocorridos no passado recente como a crise que abalou a Petrobras e a tragédia de Mariana, em 2015, e a de Brumadinho, em 2019.
Há, também, gargalos de infraestrutura significativos ainda não superados – a “agenda velha” – como as rodovias federais ainda sem duplicação e os sucessivos adiamentos da implantação da ferrovia que ligará a Vitória a Minas aos portos do sul. Sem falar no desafio de enfrentar a nova realidade que virá com a implantação da reforma tributária que se inicia no ano que vem.
É fato que uma visão planejada e clara reduz as incertezas com relação ao futuro. Está aí a importância de um planejamento estratégico permanentemente atualizado que possa convergir os esforços do Estado na construção do seu melhor destino. Destino que — todos esperamos que assim seja — deve reservar aos capixabas um ambiente próspero, sustentável, menos desigual e mais justo.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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