Em tempos de quarentena, duas categorias têm se destacado positivamente: os jornalistas e os profissionais da área de saúde, ambos envolvidos no trabalho com a pandemia de coronavírus. São eles que, na linha de frente, seguem nos informando e cuidando dos que já foram infectados ou apresentaram os primeiros sintomas.
Mesmo correndo riscos, já que a principal orientação é permanecer em isolamento domiciliar, basta ligar a televisão ou acessar a internet e lá estão as equipes de jornalismo, quase sempre ao lado de um especialista em saúde e prontas para prestar relevantes serviços à população, uma conduta digna de apoio, respeito e admiração.
Momentos assim servem para refletirmos sobre a importância dos jornalistas e como erram os que buscam desacreditá-los mediante boicotes, intimidações, perseguições virtuais e violência física. Sim, trata-se de atividade passível de equívocos, mas a prática crescente no Brasil está longe da necessária análise crítica e bem mais próxima da tentativa de calar as vozes responsáveis por noticiar com imparcialidade, doa a quem doer.
A reflexão focada nos jornalistas também se aplica no caso dos ataques à ciência e aos absurdos do terraplanismo, movimento antivacina e a negação do aquecimento global, entre outros. Todos esses disparates, que de tão absurdos parecem piadas, na verdade são sérios e perigosos, o que nos obriga a reforçar o óbvio: tal movimento visa contemplar obscuros interesses pessoais e não os da coletividade.
Na hora do aperto, como o povo brinca, a solução é correr para o hospital e procurar o auxílio dos médicos e enfermeiros, das vacinas, remédios e etc. De forma igual, quando as mentiras se espalham nas redes sociais, é na imprensa profissional que está a orientação qualificada e correta. Pensemos, portanto, a respeito disso, afinal, receita milagrosa e corrente de WhatsApp não protege e nem esclarece ninguém.
Por fim, faça-se justiça: enquanto certos líderes políticos poderosos minimizam os efeitos do coronavírus e até chamam a grave situação de “histeria”, os veículos de comunicação, acompanhados dos profissionais de saúde, permanecem firmes alertando sobre a seriedade do problema. Agindo dessa maneira, ao contrário dos inconsequentes que colocam a população em perigo, contribuem verdadeiramente para o bem da sociedade.
Agora, cabe a nós agir com prudência, não repassar notícias falsas (fake news), seguir as recomendações dos técnicos das secretarias e Ministério da Saúde e ignorar as lamentáveis falas do presidente da República.