É assim que o povo se refere aos tempos difíceis em que vivemos. Já houve época em que se dizia ‘tá ruço’, ou ‘russo’, sei lá a origem da expressão, mas, agora, é osso mesmo. Osso duro de roer, osso duro de engolir, osso duro de viver. Com a inflação passando de dois dígitos, a de alimento é muito maior, desemprego, baixos salários ou os do funcionalismo congelados há quase três anos, desde a época do Sarney ou a do Collor, de tristes lembranças, não convivíamos com uma situação dessa.
Gasolina a mais de sete reais, dólar valendo seis vezes mais que o pobre real, botijão de gás a mais de 100 levou tudo às alturas. Até o pãozinho nosso de cada dia passou de 1 real. Picolé vale 3 ou 5, coco a 8 ou 10, carne acima de 30, sobraram ossos a 1,99 e pé de galinha a 5,99, se achar. Este será lembrado como o governo do osso ou do pé de galinha, que, vivo, mata pinto, e morto, deixa vivo.
A cada dia, esse desgoverno bolsonarista faz uma lambança: agora é a da prova do Enem, quando dezenas de funcionários da entidade se demitiram por não concordarem com a manipulação no conteúdo das provas, ‘para ficar com a cara do governo’, como confirmou o demente presidente. Não só demente, mas também mentiroso, quando afirmou, em Dubai, que a Floresta Amazônica não pega fogo, ‘pois é molhada’. O INPE e outros institutos mostram que nunca se desmatou tanto, no Brasil, quanto nesses últimos anos. O atual desgoverno, com premeditação maquiavélica, desmontou toda a legislação fiscalizadora e punitiva aos crimes ambientais, conforme anunciou em reunião palaciana o ex-ministro ‘passa boiada’, que deveria estar entre as grades da prisão pelos crimes ambientais de que é suspeito.
Enquanto isso, “um verme passeia”, como diz a música popular, não na lua cheia, mas, na Itália, para visitar sua origem e a do fascismo, do qual é o maior propagador em nosso país, e ao Oriente Médio, levando comitiva desnecessária, inútil, com as mordomias tão apreciadas por esse tipo de gente.
Afinal, que interesse tem para o nosso país a presença na comitiva da esposa do presidente, de dois de seus filhos, de ministros da área de segurança e de defesa e dos secretários de assuntos estratégicos e da (falta de) cultura? O que fazem nessa malta o deputado federal Hélio Lopes, o vereador mineiro Nikolas Ferreira e o ex-senador Magno Malta, defenestrado do Senado? Também não sei o motivo por que a esse grupo se juntou o tal desembargador carioca, que não julgou o processo das rachadinhas do filho 01, para se juntar aos bons, como disse um bolsominion nas redes sociais.
Enfim, resta mais um ano pra aturar esse desgoverno, mais um ano de sofrimento, mais um ano de agonia, até que volte o Lula ou outro que o povo escolher, para colocar o nosso país no rumo certo de novo. O atual provocou um retrocesso de vinte anos na educação, na proteção ambiental, na economia, na saúde, na oferta de empregos, na assistência social, em suma, em tudo no nosso país. Só quem não enxerga isso são os bolsominions, que o seguem gritando ‘mito’, como gado mugindo para o matadouro. Pobre Brasil! Deus salve os brasileiros e nos livre dessa corja no poder!