Quando o elenco do Flamengo entrou no gramado do Maracanã para disputar o jogo de volta da final do Campeonato Carioca, na noite deste sábado (22), viu a palavra “Hegemonia” se destacar no mosaico preparado por sua torcida na arquibancada. E é justamente esse o termo que melhor define o momento do time rubro-negro no Rio de Janeiro.
O domínio que se revela em campo nada mais é que a principal consequência do trabalho de uma diretoria que conseguiu reinventar um clube. Uma gestão que corrigiu erros passados e preparou o time para ser candidato a todos os títulos que disputa. Fato que deveria se tornar uma referência para Fluminense, que mesmo aos trancos e barrancos consegue obter mínimo destaque, e principalmente para Vasco e Botafogo, que vivem financeiramente na corda bamba.
Se em nível nacional, o Flamengo disputa com Palmeira, Atlético-MG e Internacional o posto de melhor time no Brasil, na esfera local não há dúvidas: quilômetros de distância separam o Rubro-Negro dos demais.
Quando a bola rolou os dois times mostraram muita disposição, porém pouco a pouco o Flamengo impôs seu ritmo de jogo. O Rubro-Negro teve 76% de posse de bola na primeira etapa e finalizou sete vezes, enquanto o Fluminense sequer conseguiu chutar para o gol. Mas essa superioridade só se transformou em gol na reta final. Gabigol marcou de pênalti aos 43 e, em forte chute cruzado que o goleiro Marcos Felipe aceitou, aos 46 minutos do primeiro tempo.
Com uma postura mais agressiva na segunda etapa, o Fluminense conseguiu descontar em cobrança de pênalti de Fred logo aos três minutos. A partir daí, os comandados de Roger Machado apostaram na linha alta de marcação para pressionar o Flamengo. Deu certo por algum tempo e o Tricolor até conseguiu criar chances, mas faltou competência para empatar o jogo.
Quando começou a faltar perna para o Fluminense manter a postura ofensiva que decidiu adotar, o Rubro-Negro foi fatal para liquidar o jogo. Em jogada rápida, Pedro chutou forte para a defesa de Marcos Felipe, que em dia terrível, soltou a bola nos pés de João Gomes que teve o trabalho apenas de empurrar a bola para as redes.Vitória merecida e incontestável.