Um soldado da Polícia Militar e um criminoso foragido da Justiça morreram na tarde deste sábado (15) durante uma operação policial no bairro São Luiz Gonzaga, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O militar, identificado como Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, chegou a ser socorrido para o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, mas o óbito foi confirmado pelo comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Nerio Filho.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe realizava uma ação de patrulhamento direcionada para a recaptura de Luan de Oliveira Cleto, que estava foragido do sistema prisional. O suspeito era procurado pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, restando uma pena de 3 anos, 10 meses e 8 dias a ser cumprida.
A ocorrência teve início quando os militares localizaram o suspeito em um bar da região. Durante a abordagem, Luan de Oliveira Cleto reagiu e entrou em luta corporal com o soldado Carvalho. No meio da briga, o acusado conseguiu tomar a arma do militar e disparou contra a cabeça dele.
O parceiro de patrulha, soldado Grola, reagiu imediatamente à agressão e baleou Luan de Oliveira Cleto, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Polícia Civil informou que o corpo de Luan de Oliveira Cleto foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica de Cachoeiro de Itapemirim, onde passará por necropsia antes de ser liberado aos familiares.
Em nota nas redes sociais, o governador do estado, Ricardo Ferraço, disse que "O Espírito Santo perde um jovem policial no cumprimento do dever. Minha profunda solidariedade aos seus familiares, amigos e todos os companheiros de farda neste momento de imensa dor".
Também por meio de nota, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, manifestou profundo pesar pela morte do soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin durante uma operação policial em Cachoeiro de Itapemirim. Ele se solidariza com seus familiares, amigos e toda a Polícia Militar. "É revoltante ver um jovem policial perder a vida no cumprimento do dever, vítima da reação brutal de um criminoso que estava foragido do sistema prisional e voltou a desafiar o Estado e a sociedade".