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Futebol Raiz

Festa capixaba, gigantes eliminados e caçulas em destaque na Copa do Brasil

Dos 40 jogos da primeira fase da competição, em 15 os mandantes conseguiram a classificação. Times com nem um ano de futebol profissional como Nova Venécia e Tumtum fizeram história, enquanto Grêmio e Internacional foram eliminados

Publicado em 04 de Março de 2022 às 18:13

Públicado em 

04 mar 2022 às 18:13
Filipe Souza

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Filipe Souza

Competição mais democrática do futebol brasileiro, Copa do Brasil sempre está aberta ao improvável
Competição mais democrática do futebol brasileiro, Copa do Brasil sempre está aberta ao improvável Crédito: Thiago Felix/Nova Venécia FC - CBF/Divulgação - Reprodução/TV Globo
Não é à toa que a Copa do Brasil é tradicionalmente apelidada como a competição mais democrática do futebol brasileiro. Afinal é a única que coloca frente a frente clubes que dificilmente se encontrariam em outros campeonatos. E a graça do torneio é justamente perceber o futebol em sua essência: um jogo onde o improvável pode dar as caras e times modestos eliminarem gigantes do futebol brasileiro.
Na primeira fase da Copa do Brasil, que se encerrou nesta quinta-feira (04), foram realizados 40 jogos, e em 15 os mandantes saíram de campo com a classificação. Vale destacar aqui que conforme o regulamento, os times da casa só avançam em caso de vitória, já que o empate garante a classificação do visitante.
Dentre essas “zebras”, algumas histórias se destacam mais, como as eliminações de Grêmio e Internacional, que perderam para Mirassol-SP e Globo-RN, respectivamente. O Colorado foi batido por 2 a 0. Resultado que fez o presidente Alessandro Barcellos se pronunciar e pedir desculpas para a torcida pelo que tratou como “vexame”. Mal começa a temporada e a cabeça do técnico Alexander Medina já está a prêmio. 
O Imortal, que vai disputar a Série B do Campeonato Brasileiro neste ano, tem um início de temporada para esquecer. Derrotado por 3 a 2, de virada, pelo Mirassol-SP, só terá neste restante de ano o Estadual e a Série B. A pressão fica insustentável e o clube perde uma boa chance de arrecadar com as premiações da Copa do Brasil.
Por falar em dinheiro, o futebol capixaba agradece os pix que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) faz nas contas de Real Noroeste e Nova Venécia, que avançaram para a próxima fase. O time merengue superou o Operário-PR (Série B do Brasileiro) por 2 a 1. Com o mesmo placar, o Leão bateu o Ferroviário-CE (Série C). As equipes capixabas receberam R$ 750 mil, cada, por conta da classificação. Vale lembrar que só por disputarem o primeiro jogo, cada equipe já tinha embolsado R$ 620 mil. Resumindo: R$ 1,37 milhão que vai fazer muita diferença para o planejamento das duas equipes.
O resultado mostra que o futebol capixaba aprendeu a disputar os jogos iniciais da Copa do Brasil. De 2019 para cá podemos ver essa evolução. O Serra se classificou em 2019, o Vitória em 2020, o Rio Branco em 2021, e agora pela primeira vez na história o futebol local avança com duas equipes. Que esse movimento siga em progressão. 

CAÇULAS CHEGAM COM TUDO

A classificação do Nova Venécia também chama a atenção por outro detalhe. A equipe capixaba estreou no futebol profissional em julho de 2021. Com menos de um ano de atividade já conseguiu um resultado expressivo para a sua história. Feito semelhante ao do Tumtum-MA, clube que com apenas 8 meses de existência despachou o Volta Redonda e também avançou na competição.
No Leão, coube a Carlos Vitor cobrar o pênalti que garantiu a vitória e a classificação. Aos 29 anos, o meia que é velho conhecido do torcedor capixaba com passagens por Desportiva, Rio Branco e Vitória, decidiu quando foi preciso e escreveu seu nome na história do clube.
A segunda fase da Copa do Brasil terá 20 jogos. O Real Noroeste vai encarar o Juventude, e o Nova Venécia vai medir forças com o Atlético-GO, assim como tantos outros clubes de menor investimento terão outras pedreiras pela frente. Do lado de cá da tela estaremos esperando mais resultados improváveis e ver quais clubes serão capazes de tal façanhas. Que sejam os capixabas

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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