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Supercopa

Galo levou a melhor sobre o Flamengo porque fez o simples e não inventou

Atlético-MG explorou o que tem de melhor para faturar a Supercopa. Já o rubro-negro viu seu técnico fazer substituições questionáveis e seu melhor batedor de pênalti fora da cobrança decisiva

Publicado em 20 de Fevereiro de 2022 às 20:00

Públicado em 

20 fev 2022 às 20:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Decisivo, Hulk comemora mais um título com a camisa do Atlético-MG
Decisivo, Hulk comemora mais um título com a camisa do Atlético-MG Crédito: Nayra Halm/Agência O Globo
Em um início de temporada repleto de partidas tecnicamente pobres, Atlético-MG e Flamengo fizeram um grande jogo na Arena Pantanal, na tarde deste domingo (20). O Galo superou o Rubro-Negro na disputa de pênaltis por 8 a 7, após empate em 2 a 2 no tempo regulamentar, e faturou merecidamente o título da Supercopa do Brasil.
Duas das principais equipes do futebol brasileiro, mas ainda em transição por conta da mudança de treinadores após o fim da última temporada, foi campeão quem não viu problema em fazer o feijão com arroz e ser fiel ao trabalho que já vinha sendo feito. O Atlético-MG jogou ao seu estilo e na disputa de pênaltis foi mais eficiente nas suas doze cobranças. 
Em uma partida que já previa equilíbrio pela qualidade dos elencos, a margem de erro era muito baixa. Os números do primeiro tempo ficaram equilibrados tanto em posse de bola quanto em finalizações. Mas o Flamengo foi mais perigoso ao perder duas boas chances com Gabigol e uma com Fabrício Bruno. O Galo, menos incisivo, foi cirúrgico para abrir o placar com Nacho, após falha do goleiro Hugo Souza.
No segundo tempo, o Flamengo entrou motivado para virar a partida e foi fulminante. Gols de Gabigol e Bruno Henrique, mas parece ter perdido a empolgação após tomar à frente do placar. O técnico português Paulo Sousa substituiu Arrascaeta e Buno Henrique, dois dos grandes nomes do elenco, e viu seu time definhar. O Atlético cresceu novamente na partida e empatou com Hulk. 
Em todo o decorrer do jogo foi perceptível um Atlético muito próximo do que jogava na temporada passada. Investidas de Keno e Hulk, Nacho armando o jogo e chegando para finalizar e a dupla de volantes entrosada com Jair e Allan. O técnico Antonio Mohamed não “inventou moda”. Fez a substituição óbvia que era a entra de Vargas, voltando de lesão, e manteve seu time equilibrado.
Enquanto isso, do outro lado, Paulo Sousa fez o Flamengo se perder no jogo. Vitinho e Diego não mantiveram o nível dos titulares. Marinho e Pedro sequer entraram na partida.Decisões questionáveis de um treinador que prometeu muitas mudanças e novidades. Até o momento, quando exigido neste início de temporada, o Rubro-Negro foi derrotado. 

DISPUTA DE PÊNALTI

Com o empate nos 90 minutos, a decisão ficou para a disputa de pênaltis, onde os melhores batedores das duas equipes foram perfeitos: 5 a 5 nas cobranças iniciais. Mas nas cobranças alternadas não faltou emoção. Quatro pênaltis perdidos para cada lado.
Algo pouco visto no futebol, a disputa de pênaltis retornou aos cobradores iniciais, e foi aí que mais uma vez o Flamengo mostrou uma estratégia equivocada. Logo de primeira, o Galo apostou em Hulk, seu melhor cobrador, que converteu a cobrança. E quando todos esperavam Gabigol pelo lado Rubro-Negro, Vitinho veio para a bola, desperdiçou o penal e garantiu o título para o Atlético-MG. 
Em entrevista ao fim do jogo, Diego Ribas não esclareceu, mas deu a entender que foi alguma questão do Gabi e que o Vitinho foi o escolhido. É difícil precisar o que é, mas óbvio constatar que não foi a escolha adequada. Afinal, o melhor tem que bater. Mais uma "invenção". O castigo veio imediatamente. Fica a lição para a próxima.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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