A derrota do Palmeiras revela também o quanto o futebol brasileiro, o mais forte da América do Sul há anos, ainda está muito atrás do futebol europeu. Nem mesmo quando um rival passa longe de ser temido ele vira uma presa possível para um dos melhores times do continente americano.
Em campo, foi notório um Palmeiras aguerrido e que se doou para conquistar a vitória. O time comandado por Abel Ferreira marcou firme, se lançou ao ataque, assustou o Chelsea, mas em momento nenhum deixou o adversário desesperado. O time londrino suportou as melhores investidas do Verdão sem grandes dificuldades.
Os gols ficaram todos para o segundo tempo. Lukaku abriu o placar para o Chelsea em bela cabeçada, após cruzamento que veio pelo lado esquerdo do ataque. Foi por ali, nas costas de Marcos Rocha que os londrinos ofereceram perigo. O Verdão empatou de pênalti com Raphael Veiga, após Thiago Silva colocar a mão na bola. Na prorrogação, o castigo alviverde veio na mesma moeda. A bola bateu na mão de Luan. pênalti. Havertz coverteu e garantiu a vitória e o título para os Blues.
Colocar a derrota do Palmeiras unicamente na conta do VAR é desonesto. Por mais que a regra de mão na bola seja indigesta, o recurso de vídeo manteve seu critério nos dois lances capitais em que foi utilizado. O Chelsea teve mais posse de bola, atacou mais, finalizou mais… foi melhor. E isso de maneira nenhuma minimiza o mérito do Palmeiras em ter sido competitivo, mas não suficiente.
O jogo pede uma menção honrosa também aos zagueiros: Luan e Thiago Silva. O capixaba não conseguiu marcar Lukaku no primeiro gol do Chelsea, viu a bola bater em sua mão e provocar o pênalti que decidiu o jogo e ainda foi expulso. Um dia para se esquecido pelo atleta. Já Thiago Silva terminou o jogo mais feliz, afinal foi o homem que levantou a taça. Mas falhou novamente ao cabecear com as mãos para cima e provocar um pênalti. Olho nisso Tite.