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É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade. Escreve quinzenalmente, às sextas-feiras

Pandemia: a quarta onda avança em Portugal

O desafio do governo português agora é controlar a pandemia sem a necessidade de um novo confinamento

Publicado em 30/07/2021 às 02h00
Praça do Rossio, em Portugal
As medidas de restrição de circulação em Portugal parecem não ter tido a eficácia esperada. Crédito: Shutterstock

A quarta onda da pandemia da Covid-19 avança em Portugal. Depois de ter reduzido sensivelmente os números de contaminados e de internações e ter chegado a zerar a quantidade de óbitos, o país já se esperava pela quarta onda de uma forma mais branda, resultado dos efeitos da vacinação.

Infelizmente a pandemia voltou a recrudescer e os números voltaram a subir. Quase 90% da contaminação tem a prevalência da variante Delta. Nesse momento, fala-se em chegar a setembro com 75% da população adulta vacinada, e a partir daí espera-se um controle mais efetivo da expansão da doença no país. Mas será que essa imunidade de grupo virá mesmo?

Nesta última semana, o número de casos de contaminação pelo coronavírus subiu sensivelmente, o que fez acender o sinal amarelo das autoridades, tornando óbvia a necessidade de adotar novas regras, pois Portugal passou a ter mais de 2.000 casos diários, com mais de 50 mil casos ativos em todo o país. É o maior número desde 11 de fevereiro e está em rápido crescimento em relação à semana anterior.

Atualmente, quase metade da população adulta de Portugal já está vacinada com as duas doses, representa pouco menos de 5 milhões de pessoas. Segundo os dados mais recentes da DGS (Direção Geral da Saúde), 65% da população já receberam pelo menos uma dose. Os grupos prioritários acima dos 50 anos atingiram mais de 92% de cobertura vacinal. Desde que iniciou a vacinação, em 27 de dezembro do ano passado, Portugal já recebeu 12,3 milhões de vacinas.

O desafio do governo português agora é controlar a pandemia sem a necessidade de um novo confinamento. As medidas de restrição de circulação parecem não ter tido a eficácia esperada: manter os casos num patamar baixo. Por outro lado, vai acelerar a vacinação dos mais jovens, considerados os maiores transmissores do vírus.

Outro aspecto a destacar é a necessidade de propiciar alguma recuperação econômica neste período de verão. Embora o governo não tenha facilitado muito as coisas, tenta-se ao menos flexibilizar a entrada de turistas, cidadãos do bloco europeu, em território português.

Importante lembrar que o turismo para brasileiros continua proibido.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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