Em minha última coluna, abordei o marketing mais humanizado, com o lançamento do livro do professor Philip Kotler, "Marketing H2H - A jornada do marketing Human to Human". O marketing feito de pessoas para pessoas. O surgimento de novas tecnologias que favoreçam a relação entre marcas e pessoas e entre empresas e consumidores.
Essa convivência apenas é possível de ser concretizada através do nosso maior e melhor convívio com as máquinas, até porque o futuro e mesmo nosso presente, em várias situações, já passam pela inteligência artificial e pelo aprendizado e experiências com as máquinas.
Em 2017, o capixaba Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, já falava sobre “comprometa-se com o futuro". Dizia à época que a inteligência artificial ajudaria a resolver grandes problemas com as tarefas rotineiras das nossas vidas. E foi mais longe: “A inteligência artificial vai fazer com que o conceito da publicidade seja revisitado, ressignificado e aprofundado”. E fato, de lá pra cá muita coisa mudou, mas não a ponto de ser ressignificado.
É curioso como a criatividade na publicidade está sendo revisitada. O último festival de Cannes (França), neste ano, foi um exemplo disso. Várias palestras abordaram o tema, e o que chama mais atenção é que foi ele o “conceito” de várias peças e campanhas premiadas. Não se trata de saudosismo e sim de uma necessidade de fazer com que a publicidade se aproxime mais do cotidiano, sem perder seu encantamento. Tenho enfatizado que a publicidade tem sido a ferramenta mais utilizada ao longo dos tempos nessa aproximação com as pessoas.
Pensando bem, o que muda aqui é que novas formas ganham relevância e novos formatos começam a fazer a diferença. Nem que seja uma simples volta ao passado. Entretanto, tudo de forma interligada e superconectada. Então, a questão é saber como a criatividade na publicidade pode aproximar as empresas e como as marcas podem desenvolver uma relação direta com as pessoas e com os consumidores, sem depender das plataformas intermediadoras.