ASSINE
É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque. Escreve aos sábados

O que está faltando para o salto tecnológico do Espírito Santo?

Por que Pernambuco consegue ter uma grande relevância em tecnologia, Santa Catarina também, e nós ainda não conseguimos?

Publicado em 22/08/2020 às 05h00
Atualizado em 22/08/2020 às 05h00
Data: 18/12/2019 - ES - Vitória - Área no bairro Goiabeiras onde deveria ter sido construído o Parque Tecnológico de Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Carlos Alberto Silva - GZ
Área no bairro Goiabeiras onde deveria ter sido construído o Parque Tecnológico de Vitória. Crédito: Carlos Alberto Silva

Em 2003, como presidente da CDV, trouxe a Vitória o professor Sílvio Meira, um dos grandes organizadores do Porto Digital. No almoço, ele disse que nós, no Espírito Santo, tínhamos uma grande vantagem sobre Recife para organizar o que chamamos na época de Polo de Software: a presença das grandes empresas, que Recife não tinha.

Pouco depois, em visita ao Parque Tecnológico da PUCRS, ouvi com prazer a manifestação do coordenador do parque enaltecendo Vitória por ser a primeira cidade a dispor de um Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia, o Facitec, existente até hoje.

A pergunta que fica: por que Pernambuco consegue ter uma grande relevância em tecnologia, Santa Catarina também, e nós ainda não conseguimos?

No fim de 2019, o Porto Digital tinha mais de 300 empresas, institutos de pesquisa, incubadoras, aceleradoras e fundos de investimentos, com um faturamento de R$ 2,3 bilhões e empregando mais de 11 mil pessoas. O parque incluiu depois a economia criativa com jogos eletrônicos, audiovisual, música e design. Abriga o Centro de Informática (CIn) da UFPE, o Instituto Cesar, o Centro de Pesquisa Automotiva do Grupo Fiat, o Innovation Center Recife da Accenture, o Instituto Senai de Inovação para TIC e o Smart Energy Lab, uma colaboração entre a EDP e a Accenture e o Laboratório de Inovação Digital em Mobilidade Urbana, inclusive com inteligência artificial.

Semana passada, propus aqui uma rede tecnológica como parque, por falta de uma área contígua, e considerando o tamanho da cidade de Vitória. Vale ressaltar que parque não é só para startups, atrai também centros de pesquisa de grandes empresas e a proximidade física também é fundamental para uma polinização tecnológica cruzada feita em restaurantes, cafés e eventos.

Essa rede deveria incluir pelo menos toda a Região Metropolitana, considerando o projeto de parque na região da UCL/Ifes na Serra, várias indústrias inovadoras na cidade, o Campus da UVV, em Vila Velha, e o Cpid em Cariacica.

O Porto Digital foi criado a partir de um aporte inicial de R$ 33 milhões provenientes da privatização da Companhia Energética de Pernambuco. Nós teremos uma próxima venda anunciada de parte da nova empresa ES Gás. Por que não? Seria uma boa oportunidade, além do Funcitec, com milhões já em operação. Não é só dinheiro, mas também é fundamental.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Espírito Santo Pernambuco Santa Catarina espírito santo tecnologia

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.