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Sociedade transformada

A quarentena acendeu luzes em direção às cidades inteligentes

No meio dessa calamidade, em que pese o grande número de vidas perdidas e os prejuízos econômicos e sociais, não podemos deixar de olhar as importantes transformações modernizadoras incorporadas ao nosso dia a dia

Públicado em 

02 jun 2020 às 05:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Não é só a tecnologia que faz as cidades inteligentes
Não é só a tecnologia que faz as cidades inteligentes Crédito: Pixabay
A adaptação da sociedade às regras de isolamento e distanciamento social e o esvaziamento das cidades durante a quarentena estão mostrando a importância da automação como aliada da mobilidade na direção das cidades inteligentes.
Vimos, em razão da pandemia, restrições à liberdade de ir e vir, hábitos e costumes interrompidos, fechamento do comércio e paralisação dos serviços não essenciais. Coube à sociedade aprender e se adaptar a um novo modo de viver para suprir suas necessidades diárias.
Neste quadro de calamidade, em que pese o grande número de vidas perdidas e os prejuízos econômicos e sociais, não podemos deixar de olhar as importantes transformações modernizadoras incorporadas ao dia a dia da sociedade.
O enfrentamento e a adaptação a uma nova realidade não só serviram para promover o aprendizado de novas atividades – até então inimagináveis para muitos – mas também para provar que muitas delas podem ser realizadas remotamente.
Vimos, neste cenário de mudanças, uma vigorosa aceleração no uso da tecnologia digital nos mais variados segmentos de atividades: no comércio, nos serviços, no trabalho (a intensificação do home office, das videoconferências, calls e lives), no jornalismo, na cultura, no entretenimento e numa gama de outras atividades.
E como tudo indica que a expansão do uso da tecnologia digital não deve se limitar ao tempo de duração da pandemia, pode-se antever uma diminuição do deslocamento de pessoas no seu dia a dia, e uma correspondente diminuição na utilização do sistema viário – em benefício da mobilidade. Renomados urbanistas veem nestas mudanças cidades mais inteligentes e uma possível melhoria da qualidade de vida.
Mundo afora, vários são os exemplo de velhas cidades transformadas em cidades inteligentes. Bons projetos e medidas de baixo custo, aliadas à tecnologia, as transformaram em cidades muito especiais. Um dos casos mais bem-sucedidos é Barcelona, onde os planejadores urbanos aumentaram muito o número de ruas de pedestres e reduziram o espaço dos carros para aumentar os deslocamentos a pé, de bikes, patinetes etc. Lá, a melhoria na qualidade de vida salta aos olhos.
Penso que é chegada a hora da nossa Capital também seguir este caminho. Exemplos como Barcelona mostram que há espaço para importantes avanços na qualidade de vida na nossa cidade.
Que o futuro prefeito encare este desafio! E, com a ajuda da tecnologia, dê início à transformação da nossa bela capital numa cidade mais inteligente.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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