Em meio às notícias ruins na economia diante da pandemia do coronavírus, uma informação positiva se destaca. A Suzano anunciou que irá retomar a operação da fábrica A em Aracruz, que estava sem operar desde o ano passado. Ao todo, a planta capixaba tem três fábricas. Atualmente, duas delas, a B e a C, estão em operação.
O comunicado sobre a reativação da unidade foi feito nesta terça-feira (31) durante reunião do conselho estratégico da Findes, que reuniu representantes das 20 maiores indústrias que atuam no Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) e secretários de governo.
A informação é do presidente da Federação das Indústrias, Léo de Castro. De acordo com ele, depois de dois anos com queda na produção em Aracruz, a Suzano deve começar a reverter essa curva em 2020. Ele frisou que além do anúncio sobre a retomada da operação, que deve acontecer entre abril e maio, a Suzano reforçou o compromisso com o investimento de mais de R$ 1 bilhão previsto para os próximos anos no Estado, incluindo a construção, em 2020, da fábrica de papel higiênico em Cachoeiro de Itapemirim.
“Essa retomada vai ter um peso muito relevante para a indústria capixaba, especialmente neste momento de dificuldades que o mundo todo vive. A Suzano faz parte de uma cadeia de produtos essenciais, como papeis sanitários, que está bastante demandada”, pontuou ao observar que a produção deve ser voltada principalmente para o mercado externo.
Questionado se novos postos de trabalho devem ser criados, Léo de Castro disse que não tem essa informação, mas que durante a reunião do conselho, o representante da Suzano garantiu que não haverá desligamentos com a crise da Covid-19. A coluna procurou a Suzano na noite desta terça-feira para comentar sobre a reativação da fábrica, mas até o momento desta publicação não teve retorno.
CAPACIDADE
A capacidade de produção da Suzano em Aracruz é de 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano, sendo que a unidade A responde por cerca de 600 mil toneladas/ano. Essa fábrica ficou com as atividades interrompidas no ano passado em função de fatores como a falta de madeira e o alto custo para operar, já que é a planta mais antiga do sítio capixaba.
Em 2019, o segmento de celulose no Espírito Santo foi um dos grandes responsáveis pelo desempenho ruim da indústria capixaba, que recuou 15,7%.