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Norte capixaba

Reservas de sal-gema no ES vão entrar em leilão do governo, garante Rigoni

O deputado federal Felipe Rigoni afirmou à coluna que 11 áreas foram consideradas aptas para serem ofertadas ao mercado na 4ª Rodada da Agência Nacional de Mineração (ANM)

Públicado em 

03 jun 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Produção de sal: 11 reservas de sal-gema estão aptas para serem ofertadas em leilão da Agência Nacional de Mineração (ANM)
Produção de sal: 11 reservas de sal-gema estão aptas para serem ofertadas em leilão da Agência Nacional de Mineração (ANM) Crédito: Tawatchai/Freepik
O governo federal vai incluir 11 áreas para exploração de sal-gema no Espírito Santo na 4ª Rodada de Disponibilidade de Áreas do órgão, prevista para ter o edital publicado ainda neste mês.
A inclusão pela Agência Nacional de Mineração (ANM) das reservas capixabas, localizadas em Conceição da Barra, Vila Pavão e Ecoporanga, na licitação foi confirmada pelo deputado federal Felipe Rigoni à coluna.
O parlamentar, que acompanha desde 2019 o tema e foi quem fez o pedido para as jazidas entrarem no leilão, recebeu o sinal positivo da ANM nesta quarta-feira (2). Como a coluna publicou em primeira mão, no dia 1º de junho, a inclusão das áreas estava em fase de avaliação pelo órgão.
“Agora está confirmada a inclusão das 11 áreas de sal-gema na 4ª Rodada da ANM”, comemorou Rigoni.
A oferta ao mercado acontece cerca de 40 anos depois que as reservas foram descobertas no Norte do Espírito Santo. Dos três municípios, é em Conceição da Barra onde a atividade minerária tem mais potencial, já que é lá que se encontra a maior jazida de sal-gema do Brasil e uma das maiores da América Latina.
Com uma área de aproximadamente 300 mil metros quadrados, a reserva mineral corresponde a mais da metade de todo o estoque nacional do produto, segundo informações do deputado.
Ainda de acordo com ele, estudos indicam que são estimados a criação de cerca de 15 mil postos de trabalho e a exploração do item somaria algo em torno de 12 bilhões de toneladas.

PRÓXIMOS PASSOS

Com o sinal verde dado para a ANM, agora o próximo passo será a aprovação do edital da 4ª Rodada. De acordo com o deputado federal Felipe Rigoni, está agendada para o próximo dia 9 uma reunião que vai tratar do assunto e dos trâmites necessários para o lançamento do edital.
Com o edital aprovado, a expectativa é que ele seja divulgado até o final de junho e as ofertas de interessados sejam recebidas pela ANM até setembro deste ano. 
Para o parlamentar, com essas etapas superadas, o foco deve ser em identificar empresas interessadas em participar do leilão.  "Precisamos buscar investidores. Já temos alguns que demonstraram interesse nessas áreas, mas vamos procurar cada vez mais pessoas que queiram investir."
O parlamentar ponderou que outro trabalho que vai ser feito paralelamente à captação de investidores é o de conversas e mobilização junto aos municípios e segmentos diretamente impactados pela exploração das jazidas. 
Deputado federal Felipe Rigoni, no Fórum da Liberdade Econômica
Deputado federal Felipe Rigoni Crédito: Fernando Madeira
"Naturalmente, a gente tem um trabalho com os municípios para concretizar essa informação com as pessoas dessas regiões. Também pretendemos trabalhar junto à Findes. É importante ir preparando a indústria, com qualificação profissional e técnica para esses novos desafios que virão e que esperamos serem transformados em investimentos, dando frutos para os capixabas"
Felipe Rigoni - Deputado Federal

POTENCIAL DE DESENVOLVER UM POLO SAL-QUÍMICO

O desenvolvimento da atividade salineira no Espírito Santo pode ter efeito sobre várias cadeias da indústria. O sal-gema pode ser aplicado em diferentes áreas, como na produção de PVC, de baterias, de defensivos agrícolas, de tecidos, vidros, metalurgia, no saneamento básico, no segmento de celulose, além da própria indústria de alimentos.
Na avaliação de especialistas, há mercado para o Espírito Santo e para os atuais produtores do mineral, como é o caso do Rio Grande do Norte. Tanto é que o Brasil importa o produto de outros países, como do Chile. 

EXPLORAÇÃO FICOU TRAVADA POR DÉCADAS

Apesar da descoberta do sal-gema no Espírito Santo ter acontecido há décadas, o processo de exploração desse mineral esbarrou por muito tempo no lobby de outros Estados, que temiam a entrada de novas empresas nesse mercado.
Ao longo desse período,  a Petrobras foi a detentora dos direitos de exploração das áreas, mas como ela nunca tocou esse projeto adiante, as jazidas foram devolvidas no ano passado para a ANM.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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