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Praticidade

Para facilitar vida de moradores, condomínios apostam em comércio autônomo

Condomínios residenciais e empresas estão adotando espaços para a venda de itens de alimentação, limpeza e bebidas. Modelo, que não conta com intermediários, é baseado na relação de confiança

Publicado em 27 de Junho de 2021 às 02:00

Públicado em 

27 jun 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Itens como alimentos, bebidas, materiais de limpeza e higiene pessoal são vendidos nos condomínios
Itens como alimentos, bebidas, materiais de limpeza e higiene pessoal são vendidos nos condomínios Crédito: Danniel Nardaci/Divulgação
Andar poucos metros, escolher um produto, pegar, pagar e pronto. Em poucos minutos você já está de volta à sua casa ou à sua mesa de trabalho. É nesta praticidade que alguns condomínios e empresas do Espírito Santo estão apostando ao adotar os chamados comércios autônomos.
São espécies de minimercados, que oferecem diferentes itens, principalmente os de primeira necessidade, como alimentos e bebidas, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza, entre outros.
É um sistema de autosserviço e também conhecido como honest market, ou seja, mercado honesto, com um conceito baseado na relação de confiança em que o consumidor escolhe o produto e paga por ele sem precisar de alguém para atendê-lo e conferir a transação.
No Estado, a Market4u vem apostando nesse modelo de negócio. A empresa oferece o serviço em quatro condomínios de Vitória e Vila Velha e em uma companhia da Capital.  E os planos preveem a abertura, até o final deste ano, de 100 unidades. 

COMO FUNCIONA

São comercializados aproximadamente 400 itens de alimentação, limpeza e bebidas com preços, segundo os investidores,  equivalentes aos dos supermercados.
O funcionamento do minimercado, que não tem funcionários, é 24 horas por dia, e os pagamentos são processados via aplicativo. Para usar a facilidade, os clientes devem se cadastrar previamente.
Segundo Roberto Prado, um dos sócios, cada usuário cadastrado pode visualizar via app os produtos disponíveis no mercado com seus respectivos preços.
“Fazemos intensa negociação com as indústrias para levar valores justos e competitivos aos usuários. Não queremos cobrar a mais pela conveniência, mas oferecer um benefício real de ter um mercado em casa ou na empresa."
Clientes fazem as compras por meio do aplicativo da empresa
Clientes fazem as compras por meio do aplicativo da empresa Crédito: Danniel Nardaci/Divulgação
Ele complementa que uma vez escolhido o item no mercado, basta selecioná-lo diretamente no app ou escanear/digitar o seu código de barra, e autorizar o pagamento, que pode ser feito via Pix, Picpay, cartão de crédito, vale-refeição ou vale-alimentação.
Prado e os outros dois empreendedores da Market4u, Eduardo Ramos e Thiago Quio, contam que o mercado é montado em espaços diversos e de fácil adaptação, sendo necessária uma área que possua pelo menos uma parede linear de 4 metros de comprimento.
Em geral, são instaladas duas gôndolas, um freezer horizontal para sorvetes, outro vertical para bebidas não alcoólicas, manteiga, margarina, queijos e presuntos, e display de salgadinhos.
Conforme autorização do condomínio ou da empresa, pode ter também uma adega ou um freezer para bebidas alcoólicas que só são destravados por usuários maiores de 18 anos. Os empresários explicam que a reposição dos itens é feita duas vezes por semana.

SERVIÇO ATENDE CONDOMÍNIOS COM MAIS DE 80 APARTAMENTOS

De acordo com a empresa, condomínios a partir de 80 apartamentos e empresas com mais de 50 empregados podem receber o negócio. Por enquanto, a companhia atende interessados dos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, municípios que fazem parte do raio de atuação.
Os empreendedores da Market4u, Eduardo Ramos, Thiago Quio e Roberto Ramos,  esperam abrir 100 unidades do comércio autônomo até o final de 2021
Os empreendedores da Market4u, Eduardo Ramos, Thiago Quio e Roberto Prado, esperam abrir 100 unidades do comércio autônomo até o final de 2021 Crédito: Danniel Nardaci/Divulgação
"O condomínio ou a empresa não arca com nenhum custo referente aos equipamentos instalados, somente precisa providenciar as devidas autorizações em assembleias de moradores, quando necessário, e adequar o espaço, disponibilizando tomadas, iluminação e acesso à internet"
Thiago Quio - Um dos sócios da Market4u no ES
Com a pandemia do novo coronavírus, que impôs mais restrições à circulação, o modelo de negócio de comércio autônomo tem ganhado a simpatia de usuários. Além da praticidade e conveniência, muitas pessoas se sentem mais seguras em fazer compras próximas às suas casas e onde não há risco de aglomerações. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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