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Empreendedores do ES

Na Lata: Golden Investimentos espera chegar a R$ 10 bi sob custódia

Empresa capixaba esperar alcançar esse resultado nos próximos cinco anos. Confira o bate-papo com o sócio-fundador da Golden Giuliano Giberni

Publicado em 11 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

11 out 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Giuliano Giberni é sócio da Golden Investimentos Crédito: Golden Investimentos/Divulgação
Há três anos no mercado, a Golden Investimentos tem hoje 2.500 clientes e R$ 1,6 bilhão sob custódia, marca que quer ver multiplicar por aproximadamente seis. Nos próximos cinco anos, a empresa capixaba projeta ter sob sua gestão R$ 10 bilhões em investimentos.
A meta é combinada com a expansão para outras praças, como contou à coluna o sócio-fundador Giuliano Giberni. Segundo ele, a corretora tem no radar atuar no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, tanto com a ampliação da carteira de clientes, quanto com a abertura de escritórios. 
O projeto de crescimento da Golden é ancorado no potencial do próprio mercado de investimentos e na mudança do perfil das aplicações diante da redução da taxa Selic.
"Existe um potencial enorme nesta área, afinal a gente vem de um país que tradicionalmente teve uma taxa de juros alta. Agora, com a Selic na sua mínima histórica, a 2% ao ano, ou as pessoas vão para a economia real ou buscam uma assessoria para investir melhor"
Giuliano Giberni - Sócio-fundador da Golden Investimentos
Outro ponto que reforça o otimismo de Giberni é em relação à concentração do dinheiro, ainda em quase sua totalidade distribuído nos cinco maiores bancos do Brasil. "Só 5% estão nas corretoras, então, há um mar de oportunidades. E acredito que tem espaço para todo mundo, exceto para os aventureiros. Este mercado requer formação de qualidade. Mas há sim oportunidades para muitas empresas."
Os novos patamares de juros fizeram a procura por aplicações na renda variável crescer "absurdamente", nas palavras de Giberni. Ele contou que a empresa - que atende clientes com contas a partir de R$ 30 mil - viu a demanda por investimentos em ações avançar cerca de 40% do ano passado para cá, o que fez com que a Golden montasse um time de quatro assessores para se dedicarem exclusivamente ao atendimento da bolsa. 
Sobre esse nicho de investimentos, o sócio da corretora comenta que o Brasil ainda precisa amadurecê-lo. Para ele, ainda há um foco muito grande entre investidores em ganhos imediatos, diferentemente do que acontece na bolsa americana.
"A bolsa brasileira dá para ganhar dinheiro e muito. Só que ela é um pouco distorcida. As pessoas não encaram a compra de ações como uma forma de se tornar sócio de uma empresa, e sim como uma forma de buscar resultado no curto prazo. Já nos Estados Unidos, as pessoas usam a bolsa pensando na aposentadoria", comparou.
Sobre o que esperar desse tipo de aplicação, Giberni afirmou estar otimista para os próximos meses e para 2021. Mas reconhece que há um problema conjuntural político-econômico no país e que isso traz muitas incertezas e afugenta o investidor.  Tanto é que somente neste ano, até o dia 29 de setembro, houve uma fuga da ordem de R$ 88 bilhões de capital estrangeiro da B3. 
Confira abaixo o bate-papo do "Na Lata" com Giuliano Giberni.
Escritório da Golden Investimentos Crédito: Golden Investimentos/Divulgação

PERFIL

  • Nome: Giuliano Giberni
  • Empresa: Golden Investimentos
  • Cargo na empresa: Sócio e Diretor Comercial
  • No mercado: Há 3 anos
  • Negócio: Assessoria de Investimentos
  • Atuação: Espírito Santo
  • Funcionários: 40

JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A EOCNOMIA GIRAR

Economia:

Estamos no patamar de menor taxa de juros da nossa história. Neste ambiente, os investidores são obrigados a investir na economia real e a correr riscos (como em toda economia desenvolvida). Bom para o investidor, bom para o desenvolvimento, bom para o Brasil.  

Pandemia do Coronavírus:

Muito difícil e triste pelo lado humano. Mas, nos ensinou e nos ensina a cada dia. Adaptar-se, agir rápido e seguir em frente. Crescemos 40% no ano e contratamos como nunca em 2020.

Pedra no sapato:

Pessoas apenas reclamam dos problemas sem propor soluções.

Tenho vontade de fechar as portas quando:

Não tenho essa vontade. O empreendedor é um otimista. Fechar as portas não é uma opção e nunca será. Nenhum pessimista muda o mundo.  

Solto fogos quando:

Nosso investidor nos avalia bem, pois estamos cumprindo o nosso propósito de "melhorar a vida do brasileiro".  

Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria:

Regulação. Somos vítimas de uma regulação muito fechada e arcaica, que, por exemplo, impede sócios investidores.  

Minha empresa precisa evoluir em:

Devemos fazer um pouco melhor todos os dias. A evolução não cabe a uma única área, mas sim na empresa como um todo.  

Se começasse um novo negócio seria:

Algo dentro do mercado financeiro que é minha vocação e paixão.  

Futuro:

Está reservado às empresas mais inovadoras e às pessoas que abraçam mudanças. Modelos tradicionais de negócios e pessoas que não sabem reaprender ficarão para trás.

Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:

Elon Musk, fundador da Tesla, pois ele constrói o futuro ao invés de esperar acontecer.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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