O Espírito Santo registrou em junho deste ano o melhor mês da última década na abertura de empresas. Segundo dados da Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), foram criados em junho 1.698 CNPJs, desempenho recorde desde o início da série histórica iniciada em 2010.
Até então, o melhor resultado havia sido contabilizado no mês de julho de 2019, quando foram inaugurados 1.638 negócios em todo o Estado.
Entre as quase 1.700 empresas constituídas, ou seja, o equivalente a 56 novos registros por dia, os setores que mais abriram as portas foram o de atividades médicas ambulatorial, com 56 CNPJs, serviços de engenharia, com 52, transporte rodoviário de cargas (39), serviços de escritório e apoio administrativo (34) e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (33).
Para o presidente da Jucees, Carlos Roberto Rafael, os segmentos de destaque demonstram que o empreendedor buscou se adaptar ao atual cenário, fazendo investimentos em áreas que estão sendo muito demandadas, como a da saúde e a de logística.
Além disso, ele observa que alguns setores tradicionais, como de comércio de roupas, lanchonetes e restaurantes se mantiveram em níveis interessantes no ingresso ao mercado.
Rafael pontua que o resultado de junho deve ser comemorado e traz otimismo para a economia capixaba nos próximos meses.
"Se analisarmos toda a conjuntura de crise, tanto sanitária quanto econômica, e mesmo assim termos apresentado em junho o melhor desempenho dos últimos 10 anos, isso nos coloca com um otimismo além do normal. Demonstra que estamos avançando. O Espírito Santo tem sido um Estado fora da curva nacional. Além do trabalho de combate à Covid-19, temos um ambiente adequado, equilíbrio fiscal, riquezas naturais, então, reunimos todas as condições para sairmos na frente."
1º SEMESTRE DE 2021 BATE RECORDE NA CRIAÇÃO DE EMPRESAS
Não é só no mês de junho que o Estado apresentou um bom desempenho. Os dados do semestre indicam que foram abertos 8.861 negócios, a melhor marca da série histórica na Junta Comercial.
Até então, o ano de 2020 era o que havia registrado o desempenho mais satisfatório para os seis primeiros meses do ano, com 7.263 novos CNPJs.
Apesar da vantagem na inscrição de novas empresas, quando comparamos o saldo de abertura e fechamento de negócios no primeiro semestre de 2021 e de 2010, este ano perde para o da década passada. Enquanto em 2021 o saldo foi de 4.379 CNPJs, em 2020 foi de 4.834.