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Mulheres

O exercício da prática da sororidade é uma mudança de dentro para fora

Ao divulgar durante um mês o trabalho de mulheres de dentro e fora do meu círculo de convivência, aprendi que sororidade não é apenas uma palavra da moda. Ela é, ou precisa ser, uma revolução feita de dentro para fora

Publicado em 08 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

08 mar 2020 às 05:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Exercício da sororidade no dia a dia Crédito: Divulgação
Há uma máxima bastante conhecida segundo a qual devemos começar por nós mesmos a transformação que desejamos ver no mundo. Ano passado, nas bordas do Dia Internacional da Mulher, decidi começar por mim uma pequena mudança: fazer um exercício de sororidade e, ao longo de um mês, divulgar, propagar a elogiar nas minhas redes sociais o trabalho de mulheres inspiradas e inspiradoras.
Uma das eleitas no meu modesto empreendimento de comunicação era a cientista responsável pela criação de um robô cão-guia que alerta usuários cegos sobre a presença de obstáculos em ruas e calçadas. Outra dava aulas de ioga e meditação, como voluntária, para as detentas em uma penitenciária.
Quatro delas faziam rap no majoritariamente masculino e machista mundo do hip hop, cantando desigualdades, resistência, respeito, violência, a vida na periferia e a força feminina. Outra incentivava a autoestima e o direito de escolha das mulheres em desenho feitos à mão, com lápis de cor e caneta nanquim sobre papel kraft.
Uma defendia a construção de um modelo afetivo diante do fogão, recriando com ingredientes frescos o sabor, o aroma e a textura de pratos caros ao gosto comum. Outra transbordava força, fé e resistência, à frente de um grupo de quilombolas no interior do Espírito Santo.
Uma atravessou as últimas quatro décadas com bravura, navegando tanto por épocas de ouro quanto por cenários de crise, para manter de pé uma galeria de arte. A outra, cadeirante desde os 20 anos de idade, tornou-se uma incansável divulgadora de questões ligadas à acessibilidade e à superação.
Pode parecer óbvio, mas a verdade é que, com raras exceções, fomos criadas para colaborar com os homens e competir com as mulheres. Demoramos para perceber que agindo assim reforçamos o machismo, nutrimos a desigualdade e enfraquecemos a nós mesmas. Ao divulgar durante um mês o trabalho de mulheres de dentro e fora do meu círculo de convivência, aprendi que sororidade não é apenas uma palavra da moda. Ela é, ou precisa ser, uma revolução feita de dentro para fora.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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