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Crônica

Quem me dera: o que eu gostaria de ganhar no meu aniversário

Ainda que meio fora da data, as vitórias dos meus candidatos pra deputado estadual e federal, senador e presidente, seriam ótimos presentes

Publicado em 30 de Setembro de 2022 às 00:30

Públicado em 

30 set 2022 às 00:30
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Faço aniversário no dia 23 de outubro, junto com Pelé. Por conta disso, somos considerados, pelos entendidos em astrologia, como legítimos escorpiões. Desta vez, vou completar 75.
Só por curiosidade, fui ao Google e encontrei escrito, bens nas primeiras linhas, que pessoas de escorpião “tendem a ter força e capacidade de se reinventar, mesmo diante de situações desafiadoras".
Achei interessante e, pensando bem, a mania de fazer colheres de bambu, que incorporei na vida depois de um infarto aos 46 anos, pode servir pra confirmar tal característica.
O fato é que, independentemente do que dizem os astros, passei uma boa parte da manhã imaginando qual o presente de aniversário que gostaria de ganhar este ano.
Outra arara? Quando completei 70, meu pessoal fez uma vaquinha pra me dar Amora de presente. Acho que ela não iria gostar de dividir as atenções e os dengos que lhe dou com uma concorrente.
Um carro novo? Além de ser um presente caríssimo, não estou precisando.
Cadeira de balanço? Já tenho uma super confortável, daquelas com assento de lona grossa, comprada na Paraíba, quando moramos lá nos anos de 1970. Tem sido usada, sobretudo, pra balançar nossos netos.
Rede de balanço? Temos umas três, das cearenses, que uso com boa regularidade pra ficar matutando alguma coisa interessante na fresca das tardes mais quentes.
Foice, faquinha ou goiva pra cortar bambu? Seria um presente muito adequado, mas já tenho ferramentas pro gasto, inclusive algumas ainda sem uso e bem guardadas.
Lixas variadas? Não caberia, pois mantenho um bom estoque das que mais uso e, quando preciso, gosto de ir comprar lá no Manoel Araújo, na Leitão da Silva.
Tênis, nem pensar. Apesar de ter casado com Carol usando um branco, pra combinar com a calça, não adotei a moda por motivos que não sei explicar. Guardo um, sem cadarço, que usava quando ia pescar do alto de pedra ou dentro de uma lancha potente, em alto-mar.
Relógio de pulso? Nunca tive um e não vai ser agora que vou começar a usar. A hora exata está nas telas de computadores e celulares, acabando de vez com a velha desculpa de atraso por perder a hora.
Um filhote de basset seria ótimo, mas Carol teria que aceitar de bom grado. Ela tem bons argumentos pra quebrar a tradição da casa de ter sempre dois ou três deles, pra felicidade de adultos e, sobretudo, das crianças.
Ainda que meio fora da data, as vitórias dos meus candidatos pra deputado estadual e federal, senador e presidente, seriam ótimos presentes. Escolhi os nomes por livre e espontânea vontade e os manterei em segredo.
Homem prudente, pacífico e já quase sábio, achei por bem fazer assim para evitar bate-bocas e o que mais possa vir a acontecer antes, durante e depois da votação e, sobretudo, depois que os resultados das eleições forem divulgados.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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