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Crônica

Aprender a gerenciar o tempo para aproveitar melhor a vida

O propósito é trabalhar achando bom e terminar tudo rapidinho, para poder ir tratar do que não seja imposto pela rotina do lar. E são muitas coisas boas

Públicado em 

24 jul 2020 às 05:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Gerenciamento de tempo
Gerenciamento de tempo para aproveitar melhor a vida Crédito: Pixabay
Ao conversar com a Carol em busca do tema desta crônica, ela sugeriu, com um sorriso safadinho, um assunto que é muito caro aos engenheiros de produção: racionalidade e desempenho. E isso porque estamos numa fase da existência em que o tempo é uma variável cada vez mais relevante e que, por conta da pandemia, ele esteja sobrando pra nós dois, retidos em casa, sem poder ir a lugar algum.
Quando comecei a fazer o mestrado na UFRJ, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, enfrentava dois ônibus pra chegar lá e outros dois pra voltar pra casa. Gastava umas três horas no trânsito e, para piorar, não podia fumar no coletivo. Logo depois que passei a ir de carona com amigos, o tempo no trânsito, ao invés de diminuir, piorou bastante com a queda do viaduto Paulo de Frontin, no caminho do Túnel Rebouças.
Em Brasília, sobrava tempo na minha vida de recém-casado: gastava só uns cinco minutinhos para ir trabalhar no MEC, a bordo de um Corcel 73 novinho. Na época, havia quem dissesse que tempo sobrando acelerava os divórcios entre as primeiras levas de funcionários públicos transferidos do Rio. Lá não tinha engarrafamentos nem barzinho na esquina onde tomar cerveja com amigos.
No nosso caso, o convívio em tempo integral está muito agradável e produzindo bons resultados. Meio que virou uma boa oportunidade pra recalibrar a relação em busca de sorrisos e de obter satisfação fazendo muita coisa junto.
Na falta de quem as fizesse profissionalmente, passei a brincar de engenheiro de produção ao realizar as tarefas indispensáveis que me cabem no dia a dia. A brincadeira consiste em fazer bem feita cada uma delas, com pouco esforço e no menor tempo possível. Um dos desafios domésticos que tenho enfrentado é como conseguir lavar louças, talheres e panelas rapidamente e, de quebra, economizar água e detergente. Nessa mesma linha, venho tentando preparar, em poucos minutos, um café da manhã caprichado com o que estiver disponível na geladeira e adjacências, pra começar o dia bem alimentado e ganhar os primeiros sorrisos.
Profissional do ramo que sou, vou tomando emprestado princípios que Taylor, Fayol e Ford formularam, há mais de 110 anos, para melhorar o desempenho da indústria americana. Aqui, o propósito é trabalhar achando bom e terminar tudo rapidinho, pra poder ir tratar do que não seja imposto pela rotina do lar: fazer muita colher, fotografar as fibras do bambu e minhas lixas velhas, escrever boas histórias, acompanhar as novidades nas redes, conversar com Carol, mexer nas plantas, brincar com Amora e tudo o mais.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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