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Coluna Abdo Filho

Serviço público municipal: mais servidores, menos concursados

Em 2024, eram 157.610, quase 25 mil a mais que os identificados em 2020, quando a quantidade de servidores chegou a 132.757. Os números estão no anuário Finanças dos Municípios

Publicado em 13 de Julho de 2026 às 17:35

Públicado em 

13 jul 2026 às 17:35
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho Abdo Filho
Servidores em unidade de saúd
Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Após um forte enxugamento entre os anos de 2017 e 2021, a quantidade de pessoas trabalhando dentro do serviço público municipal do Espírito Santo voltou a crescer forte em 2023 e 2024 (último dado disponibilizado pelo IBGE). No ano passado, eram 157.610, quase 25 mil a mais que os identificados em 2020, quando a quantidade de servidores das 78 prefeituras capixabas chegou a 132.757. Os números foram compilados pela Aequus Consultoria Econômica e estão no anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026.

Segue em curso uma profunda mudança no modelo de contratação. Os servidores estatutários, os famosos concursados, atingiram o menor patamar em mais de uma década: 70.467. Em 2014, eram 78,9 mil e, em 2011, 71,3 mil. Em contrapartida, os CLT (12.436), comissionados (15.019), estagiários (9,3 mil) e sem vínculo permanente (50.388) só fazem crescer. No geral, a quantidade de servidores municipais avançou 0,9%, em 2024. O que puxou foram as contratações de estagiários - foram adicionados mais de 1,2 mil aos quadros, expansão de 15,3%.

O modelo adotado dá maior flexibilidade ao gestor público. Em momentos de restrição fiscal, ele consegue reduzir o quadro e, consequentemente, dar respostas mais rápidas para o cenário de queda da arrecadação. Este, aliás, é um dos principais argumentos dos defensores do modelo, afinal, melhora bem o típico engessamento do serviço público. Por outro lado, e aqui reside o maior contra-argumento, é um formato mais propenso às pressões típicas da política, ainda mais quando estamos tratando dos arranjos municipais.  

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Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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