O Le Mans Football Club, após dezesseis anos em divisões inferiores, voltou à primeira divisão francesa, no último sábado (22), em um empate por 2 a 2 com o Stade Brestois. Um grupo de investidores capixabas tem um percentual da sociedade do clube francês. Eles entraram na investida feita pela gestora OutField, a primeira da América Latina focada totalmente em investimentos esportivos. Os capixabas entraram com 5% no aporte de pouco mais de R$ 100 milhões feito no Le Mans. A operação, fechada em maio de 2025, incluiu o goleiro titular do Real Madrid, Thibaut Courtois, o tenista Novak Djokovic e o ex-piloto de Fórmula 1 Felipe Massa.
Desde 2023 que investidores do Espírito Santo são parceiros da OutField em aportes esportivos. Na oportunidade, em um fundo local criado por Nazca e Valor Investimentos, os capixabas entraram na SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Coritiba, que saiu da segunda divisão e, hoje, está na parte de cima da tabela do Brasileirão. Há três anos, a OutField, que é o braço esportivo da Treecorp, comprou 90% das ações do clube paranaense. No ano passado, uma parte das ações foram vendidas para o Grupo Independiente Del Valle, do Equador.
"Tem um projeto global e o Le Mans surgiu como uma ótima oportunidade. Além de não ter dívidas e estar em uma crescente esportiva, está perto de Paris, que é uma das regiões que mais produz jogadores de qualidade do mundo. O interior de São Paulo e os subúrbios de Paris são os maiores celeiros de bons atletas de futebol do mundo", explicou Pedro Oliveira, cofundador da OutField.
"A tese do investimento em futebol vai além da formação de atletas. Hoje, a atenção das pessoas é muito fragmentada, o esporte é um dos concentradores de atenção. Por gerar muito conteúdo, ele é concentrador e também retém. O valor disso é enorme. A mídia busca isso com força, por isso estamos observado um aumento da corrida dos anunciantes e no preço dos direitos de transmissão".
O executivo ainda destaca o fato de tratar-se, principalmente no futebol, de uma relação monogâmica. "Você troca de marca de carro, de roupa, de perfume, mas não troca de time de futebol. No Brasil, isso é ainda maior e mais poderoso. Vejo enormes oportunidades de melhorias e expansão. É uma tese sensacional de investimento. Veja o Coritiba: uma história de mais de 100 anos, estádio e mais de um milhão de torcedores concentrados em uma região de alta renda. As perspectivas são muito boas", explicou Oliveira.
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