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Tributos

Imposto sobre herança: alíquotas devem ficar entre 2% e 8% no ES

Reforma tributária, aprovada no final de 2023, obriga os estados a tornarem o ICMD progressivo. Hoje, no Espírito Santo, a alíquota é única: 4%

Publicado em 19 de Fevereiro de 2024 às 03:50

Públicado em 

19 fev 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

Dinheiro - real
Crédito: Carlos Alberto
Aprovada no final do ano passado, a reforma tributária obriga os estados a mexerem no ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), o famoso imposto sobre as heranças. Pelo novo texto, o tributo passa a ser progressivo, ou seja, a alíquota sobre na medida que a herança e/ou doação fica maior. Quem tem mais vai pagar proporcionalmente mais. Cada Estado definirá as alíquotas e as faixas de valores que valerão dentro de seus territórios. As discussões já estão em curso dentro da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo e um projeto de lei será enviado à Assembleia Legislativa muito provavelmente no segundo semestre. Aprovadas, as novas regras passam a valer em 2025.
Há muito debate para acontecer até o segundo semestre, mas, a preço de hoje, é provável que as alíquotas capixabas fiquem entre 2% e 8%. Pagando 2% quem receber até R$ 350 mil de herança e 8% os que receberem R$ 9 milhões ou mais. Haverá alíquotas intermediárias, provavelmente de 4% e 6%. O projeto de lei do governo do Estado deve ficar muito parecido com o que o governo de São Paulo mandou, no começo de fevereiro, para a Assembleia Legislativa. Hoje, a alíquota capixaba é única, 4% para todos os valores.
A certeza da progressividade deve provocar, entre as famílias mais ricas, uma onda de antecipações de herança, em 2024, afinal, dependendo do tamanho da herança, o peso do imposto pode crescer entre 50% e 100% já em 2025. Olhando mais a longo prazo, os estudos da Sefaz observarão as alíquotas que serão adotadas nos demais estados, afinal, quem pesar demais pode assistir a uma migração de pagamento de ITCMD para os estados que determinarem alíquotas menores. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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