Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Retrocesso

Fim do contrato da 101 é visto como "desastre" por empresários do ES

A avaliação é de que a infraestrutura logística capixaba retrocede bastante, afinal, não há solução para as principais rodovias e o nó ferroviário permanece

Publicado em 16 de Julho de 2022 às 13:42

Públicado em 

16 jul 2022 às 13:42
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Duplicação da BR-101/ES/BA (Trecho Viana a Guarapari) e entrega dos viadutos de Amarelos (321) e Guarapari (335)
Duplicação da BR-101/ES/BA (Trecho Viana a Guarapari)  Crédito: Vitor Jubini
Não se pode dizer que foi uma surpresa, mas o impacto da notícia de que a Ecorodovias, dona da Eco 101, decidiu devolver o trecho da BR 101 que corta o Espírito Santo para o governo federal ainda vai demorar para ser digerido pelo setor produtivo do Espírito Santo. A coluna conversou, em reserva, com alguns dos mais relevantes empresários e executivos do Estado. A perplexidade toma conta. Um deles disse que a volta da 101 para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) é um desastre para o Estado.
Quase todos já imaginavam que este poderia ser um dos desfechos, mas, como em qualquer situação em que o desfecho caminha para ser muito ruim, havia uma torcida para que a situação se resolvesse, o que acabou não acontecendo. A avaliação é de que a infraestrutura logística capixaba retrocede bastante. "Temos um gargalo ferroviário que não anda, a BR 262 é uma grande interrogação, afinal, o governo disse que vai tocar a obra, e agora temos esse retrocesso na 101, que é a nossa mais relevante rodovia. Voltamos ao estado de isolamento", lamentou um importante representante da indústria capixaba.
Os empresários entendem que havia problemas na concessão e não estavam 100% satisfeitos com a Eco 101, mas entendem também que pelo menos era uma luz no fim do túnel, afinal, obras relevantes foram feitas pela concessionária (viadutos em Viana e duplicação até Guarapari entre elas) e a rodovia estava minimamente bem conservada, o que não acontecia na época do Dnit. Além disso, a Ecorodovias é uma das grandes do mercado, ou seja, havia margem para costurar uma solução.
"O governo concede, mas não garante as condições mínimas para o concessionário operar. As licenças são fundamentais para que um projeto desta magnitude rode. Cada intervenção demanda uma demanda social, um atendimento de interesse regional, uma compensação ou condicionante... O caso do trecho Norte, em Sooretama, é emblemático. Muito ruim para nós capixabas. Reflete bem a confusão institucional que nosso país está vivendo", assinalou um executivo.
Não há muita esperança de que o imbróglio se resolva rápido e a quase certeza é de que o Espírito Santo vai perder um tempo precioso. A expectativa das lideranças é de que o revés pelo menos sirva lição para algumas situações que consideram muito ruins:
1. Contrato de concessão de baixa qualidade: premiava o menor preço de pedágio, não tinha instrumentos de bonificação para acelerar as obras e ancorava os projetos em cima de financiamento público, via BNDES;
2. Pouca interlocução do Estado em Brasília, que, para o empresariado, não é de hoje.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Jovem morre após ser lançada sem cordas em salto de 'rope jump' no interior de SP
Avenida Meridional, na Serra, onde acidente entre duas motos aconteceu
Batida entre motocicletas deixa dois mortos e um ferido na Serra
Data: 08/04/2019 - ES - Vitória - Torta Capixaba preparada por Simone Leal, marisqueira, na Ilha das Caieras - Editoria: Cidades - Foto: Guilherme Ferrari - GZ
Festival movimenta a Ilha das Caieiras com gastronomia, música e empreendedorismo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados