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Pedra Azul Summit

Ecos de Pedra Azul: Brasil e Espírito Santo na cara do gol, mas...

Executivos, empresários e analistas enxergam boas possibilidades para o Brasil, mas afirmam que o próximo governo precisa passar os sinais corretos

Publicado em 20 de Novembro de 2022 às 19:03

Públicado em 

20 nov 2022 às 19:03
Abdo Filho

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Abdo Filho Abdo Filho
Pedra Azul Summit 2022
Pedra Azul Summit 2022 Crédito: Fernando Madeira
Responsabilidade fiscal do futuro governo Lula, as ótimas possibilidades abertas pela transição energética para o Brasil e a pauta ESG (Environmental, Social and Governance – em português, Ambiental, Social e Governança) tomaram conta dos debates e das rodas de conversa durante o Pedra Azul Summit, evento realizado neste final de semana pela Rede Gazeta.
Empresários, executivos e analistas estão preocupados com os rumos que o futuro governo Lula dará às contas públicas. Está dado que a miséria e a fome no Brasil precisam ser atacados com força e rapidez, ninguém discute isso, mas a forma com que o presidente eleito falou sobre a responsabilidade fiscal durante a semana, com um certo desdém até, trouxe desconfiança. Ainda mais em um cenário onde ainda reina a polarização política. O risco de inflação subindo (o que prejudica fundamentalmente os pobres) e juros em alta deixa o empresariado/investidor de cabelos em pé.
"Em que pese um momento internacional mais turbulento, os ventos, muito por conta das necessidades mundiais por mais comida e energia limpa, são favoráveis para o Brasil. Precisamos de passar confiança para o investidor e a variável que pesa neste momento é a fiscal", explicou a ex-secretária de Estado Fazenda e atual economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi.
O ex-governador Paulo Hartung, que hoje ocupa a cadeira de presidente do Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), fez um discurso bastante enfático. "Não tenho dúvida de que estamos em uma das melhores quadras da história do Brasil. O maior desafio do mundo é a emergência climática. Nós temos a maior floresta do mundo, matriz energética invejável, 12% da água doce disponível do planeta e podemos exportar energia limpa. Ou seja, estamos naturalmente bem posicionados para sermos protagonistas no mundo. Além disso, somos uma potência do agro em um planeta em que quase 1 bilhão de irmãos passam fome, e a população mundial segue crescendo. Estamos com a bola de frente para o gol e sem goleiro. É só não deixarmos a oportunidade passar tropeçando nas nossas próprias pernas, cometendo erros que já foram cometidos no passado. Não podemos admitir isso".
O governador Renato Casagrande, que dias antes de ir a Pedra Azul estava no Egito participando da conferência mundial do clima, está animado com a demanda por energia limpa. O governador foi muito procurado por investidores, principalmente europeus, interessados em colocar muitos bilhões de dólares em energia solar, eólica e, principalmente, hidrogênio verde. "Eles precisam de fazer a transição energética, têm metas para cumprir. O Brasil, e os estudos apontam para isso, é um dos melhores lugares do mundo para isso. O Espírito Santo é um dos melhores lugares do Brasil. O que precisamos é dar as condições necessárias para que os investimentos venham para cá".
Está bastante claro que o mundo precisa das potencialidades naturais brasileiras e que, dadas as condições básicas, vai investir forte por aqui. Segurança jurídica, segurança econômica/fiscal e infraestrutura decente (que nem precisa estar de pé agora) são algumas dessas condições básicas.
Estamos com a faca e o queijo nas mãos, tomara que não lembremos novamente de uma célebre frase de Roberto Campos, avô do atual presidente do Banco Central: "infelizmente o Brasil nunca perde uma oportunidade de perder oportunidades".

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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