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Economia

Atividade ilegal atrapalha crescimento da indústria da pesca no ES

Hoje, pelas contas do Sindipesca (Sindicato das Indústrias da Pesca) do Espírito Santo, cerca de 70% do pescado vendido não tem procedência verificável

Publicado em 14 de Novembro de 2023 às 03:50

Públicado em 

14 nov 2023 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Pescadores
Pescadores de Nova Almeida, na Serra Crédito: Carlos Alberto Silva
Os altos índices de irregularidades atrapalham o crescimento da indústria da pesca no Espírito Santo. Com mais de 400 quilômetros de litoral, enorme variedade de espécies, localização privilegiada e boa logística, o Estado tropeça na burocracia. Hoje, pelas contas do Sindipesca (Sindicato das Indústrias da Pesca) do Espírito Santo, cerca de 70% do pescado vendido não têm procedência verificável. Boa parte vêm de barcos que operam sem autorização dos órgãos competentes, principalmente Ministério da Pesca. Outra parte vêm de outros estados, sem passar por verificação sanitária.    
"Temos uma clara questão de saúde pública, mas também uma contaminação do mercado sob o ponto de vista do negócio, afinal, quem trabalha cumprindo as regras acaba enfrentando uma concorrência que compra produtos mais baratos e, muitas vezes, não paga os impostos", explica Simone Marconi, vice-presidente do Sindipesca no Espírito Santo.
Há um trabalho em curso para que o Idaf (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal) amplie a fiscalização em cima do transporte de pescado e para que o Ministério da Pesca agilize a liberação de licenças para a operação de barcos. "A Europa e a China estão abrindo janelas para a compra de pescado brasileiro, mas só vende para fora quem estiver com todas as certificações sanitárias em dia. Temos produto e qualidade, mas pode ser que não consigamos acessar esses dois mercados gigantescos pelo fato de não termos a documentação necessária. Precisamos mudar essa realidade, as nossas possibilidades são enormes", afirmou a dirigente.
Precisa acontecer com o mercado de peixe o mesmo que aconteceu nas últimas décadas no mercado de carne. "O açougue de hoje é completamente diferente do açougue de 20 anos atrás. As peças estão quase todas embaladas e todas são certificadas. Aquele mercado caseiro, muitas vezes ilegal, praticamente sumiu. Ao mesmo tempo, o Brasil tornou-se um dos grandes exportadores mundiais de proteína animal. Algo semelhante precisa acontecer no pescado".      

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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