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Antes do fim do mês

Vitória ultrapassa média histórica de chuva para novembro

O intervalo entre o fim da primavera e o início do verão compreende uma época de chuvas, o que foi potencializado por uma Zona de Convergência do Atlântico Sul

Publicado em 29 de Novembro de 2022 às 15:24

Alberto Borém

Publicado em 

29 nov 2022 às 15:24
Chuvas
Os temporais de novembro causaram alagamentos como o registrado na Avenida Vitória, em frente à Sedu Crédito: Fernando Madeira
Antes mesmo de o mês chegar ao fim, a cidade de Vitória ultrapassou em 70% a média histórica de chuva prevista para novembro. Foram registrados 396mm de chuva até esta terça-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
O mês de novembro, segundo o instituto, tem uma média de 236mm. No ano de 2021, o município também ultrapassou a média, mas em 18% - foram 274mm em todo o mês. Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado às 11h desta terça-feira (29), em 24 horas foram registrados 43mm de chuva na Capital do Espírito Santo.

396mm

Foi o volume de chuva já registrado em Vitória neste mês
Segundo o meteorologista do Inmet, Claudemir de Azevedo, não é uma novidade que a média histórica seja ultrapassada em novembro de 2022. O intervalo entre o fim da primavera e o início do verão compreende uma época de chuvas, o que foi potencializado por uma Zona de Convergência do Atlântico Sul.
"Desde a última quinta (24), estamos vivendo a formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul. A zona de convergência é um fenômeno comum nessa época do ano, entre a primavera e o verão", comentou.
O meteorologista aponta, no entanto, que o fim da atuação da zona de convergência não deve significar que o Espírito Santo tenha tempo firme, com sol e poucas nuvens, por exemplo.
A previsão do Inmet é que a Zona de Convergência do Atlântico Sul, também conhecida como ZCAS, perca força a partir desta terça-feira (29). A chuva, portanto, deve ser mantida na previsão diária.
"A zona de convergência deve perder força a partir desta terça-feira, mas a instabilidade deve continuar. Mesmo que a zona de convergência não atue no Estado, deve continuar chovendo nos próximos dias, porque novas áreas de instabilidade devem se intensificar"
Claudemir de Azevedo - Meteorologista do Inmet
A explicação é que uma área de baixa pressão no litoral capixaba promova a chegada da chuva. O tempo instável deve ficar presente no Espírito Santo até o dia 5 de dezembro, explicou Claudemir de Azevedo.

Transtornos e "alerta máximo"

A Defesa Civil do Espírito Santo definiu, nesta terça-feira (29), que o risco de chuvas intensas, com a possibilidade de desastres causados pelas condições climáticas, passa a ter o status de "alerta máximo". Em entrevista coletiva, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, afirmou que o Estado não tem um grande número de ocorrências relevantes, mas emitiu o alerta como forma de prevenção ao que pode acontecer nos próximos dias.
Segundo o representante do Corpo de Bombeiros, há previsão que as chuvas intensas continuem ao menos até a próxima sexta-feira (2). Por isso, a corporação acionou o chamado Sistema de Comando em Operações, também chamado de SCO, responsável por reunir as forças de segurança e deixar as equipes de prontidão.
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