Raphael Verly
A seca que atinge o Espírito Santo se agravou e passou de fraca para moderada em todo o território capixaba, segundo o 5º Boletim de Monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) El Niño, divulgado pelo governo do Estado nesta terça-feira (18). Os dados são referentes ao mês de julho e foram apresentados durante reunião semanal dos órgãos que acompanham o fenômeno climático no Estado.
De acordo com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), os dados do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostram que, em junho, 100% do Espírito Santo estava classificado como área de seca fraca. Em julho, todo o território passou para a categoria de seca moderada.
A nova classificação indica possíveis impactos como danos a pastagens e atividades agrícolas, perda de peso do gado, com reflexos na produção de leite, redução dos níveis de rios, reservatórios e poços, além de maior risco de incêndios florestais e de diminuição da disponibilidade de água em comunidades rurais.
Segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES), as projeções climáticas apontam tendência de intensificação do El Niño ao longo do segundo semestre. A possibilidade de o fenômeno atingir a categoria muito forte aumentou, principalmente entre outubro e dezembro de 2026, e os modelos indicam que ele pode persistir até o início de 2027.
Ainda conforme o boletim, as chuvas registradas nos últimos dias e a previsão de uma nova frente fria por volta de 23 de agosto não devem ser suficientes para recuperar de forma significativa os níveis de rios e mananciais. Os órgãos que integram o CICC El Niño seguem monitorando a situação e estudando medidas para reduzir os impactos da estiagem e do calor.