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Coronavírus

Procuradoria quer multa de R$ 100 mil por 'caminhada de Bolsonaro'

Justiça Federal já havia proibido a União de incentivar medidas contrárias ao isolamento social sugerido pela OMS para barrar o coronavírus

Publicado em 30 de Março de 2020 às 16:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 mar 2020 às 16:16
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro "realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal" neste domingo (29). Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto.
Bolsonaro visita comércio em Brasília
Bolsonaro visitou comércio em Brasília em meio à pandemia de coronavírus. Orientação da OMS é evitar proximidade para impedir propagação rápida Crédito: Reprodução/Instagram
Araujo Junior anotou. "A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde. Além disso, há uma indicação de descumprimento quanto à edição de novos decretos sobre serviços e atividades essenciais sem observar a necessidade de medidas emergenciais de combate à covid-19."

MULTA

A Procuradoria pede a condenação ao pagamento da multa de R$ 100 e a majoração para R$ 500 mil caso Jair Bolsonaro volte a repetir o gesto.
Neste domingo, Bolsonaro visitou lojas e cumprimentou pessoas em cidades satélite de Brasília. Ele foi até Ceilândia, cidade onde vivem familiares da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A cidade está sob decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) que determinou o fechamento de lojas e shoppings para evitar a circulação das pessoas e controlar a propagação da covid-19. Apenas os serviços considerados essenciais continuam funcionando.
Na ocasião, Bolsonaro chegou a ventilar a possibilidade de editar decreto para liberar o trabalho de todas as profissões na pandemia.
A reportagem entrou em contato com a Advocacia-Geral (AGU) da União e aguarda posicionamento. O espaço está aberto para manifestação.

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