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Juíza manda Bolsonaro suspender campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’

Juíza manda Bolsonaro suspender campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’

Magistrada atendeu a pedido do Ministério Público. Campanha contraria orientações técnicas da área da saúde

Publicado em 28 de março de 2020 às 11:23

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Campanha O Brasil não pode parar
Campanha "O Brasil não pode parar" foi elaborada pelo governo federal para evitar impactos econômicos, em detrimento da propagação do novo coronavírus. (Reprodução)

A Justiça decidiu neste sábado (28) que a União se abstenha de veicular peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar", em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal.

A decisão, proferida durante a madrugada, impede a divulgação da campanha por rádio, TV, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital.

O tribunal ainda diz que o governo não deve publicar qualquer outra campanha que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados com diretrizes técnicas em relação à pandemia do novo coronavírus.

Tais diretrizes devem ser emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública.

A Justiça ainda estipulou que o descumprimento da ordem está sujeito a multa de R$ 100 mil por infração.

SEM DOCUMENTOS TÉCNICOS

Em seu pedido, o MPF alegou que a campanha instaria os brasileiros a voltarem às suas atividades normais, sem que a campanha estivesse embasada em documentos técnicos que indicassem que essa seria a providência adequada.

O Ministério Público Federal defende que, considerado o estágio atual da pandemia de Covid-19 no Brasil, a campanha poderia agravar o risco de disseminação da doença no país.

A AGU (Advocacia-Geral da União) informou que não vai se manifestar sobre a decisão.

92 MORTES NO BRASIL

Até a tarde desta sexta-feira (27), o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil havia subido para 92, segundo dados do Ministério da Saúde. Até quinta (26), eram 77 mortes.

O aumento de 15 óbitos em um dia foi o segundo maior até agora – só perde para quinta-feira, quando houve o registro de 20 novas mortes.

O país já registra 3.417 casos nesta sexta – com relação aos casos confirmados, a mortalidade da doença é de 2,7% no país. 

O número de registros da doença representa um salto de 17% com relação a quinta, quando eram 2.915 casos.

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