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Bolsonaristas do cercadinho

Por falta de segurança, Folha e Globo deixam de fazer cobertura no Alvorada

Apoiadores de Bolsonaro hostilizaram jornalistas nesta segunda, numa prática que tem sido recorrente na porta da residência oficial

Publicado em 25 de Maio de 2020 às 21:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 mai 2020 às 21:31
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro aparecem diariamente em cercadinho no Palácio da Alvorada. Imagem é de 29 de abril
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro aparecem diariamente em cercadinho no Palácio da Alvorada. Imagem é de 29 de abril Crédito: Marcos Correa/PR
A Folha decidiu suspender a cobertura jornalística na porta do Palácio do Alvorada temporariamente até que o Palácio do Planalto garanta a segurança dos profissionais de imprensa.  A falta de segurança para seus jornalistas na saída do Palácio da Alvorada fez o Grupo Globo também decidir que seus profissionais não mais farão plantão naquele lugar.
Pouco antes dessas agressões verbais, o presidente, ao passar perto dos repórteres, criticou a imprensa. "No dia que vocês tiverem compromisso com a verdade, eu falo com vocês de novo", disse.
Alguns simpatizantes dele apoiaram respondendo "Isso aí".?
Os xingamentos aos jornalistas que esperam a saída de Bolsonaro na porta do Alvorada diariamente se tornaram comuns, mas, desta vez, a agressividade foi maior.
Uma mulher passou pela fila dos jornalistas repetindo: "Ó o lixo, ó o lixo, ó o lixo". "Escória! Lixos! Ratos! Ratazanas! Bolsonaro até 2050! Imprensa podre! Comunistas", berrou a mulher, enquanto outros gritavam repetidamente "mídia lixo".
"Sem vergonha. Vocês não mostram a realidade!", disse outra mulher. "Eu não sei como vocês conseguem dormir à noite. Vocês não representam a população brasileira! Mídia comunista, comprada! Cambada de safados!", gritou um homem.
?A Folha questionou sobre o episódio desta segunda o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do Alvorada, e a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Não houve resposta até a conclusão desta reportagem.
O jornal pretende retomar a cobertura no local somente depois das garantias de segurança aos profissionais por parte do Palácio do Planalto.
Já o Grupo Globo enviou uma carta ao ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional:
“Ao cumprimentar V.Exa., trazemos ao conhecimento desse Gabinete uma questão que envolve a segurança da cobertura jornalística no Palácio da Alvorada. É público que o Senhor Presidente da República na saída, e muitas vezes no retorno ao Palácio, desce do carro e dá entrevistas, bem como cumprimenta simpatizantes. Este fato fez vários meios de comunicação deslocarem para lá equipes de reportagem no intuito de fazer a cobertura.
Entretanto são muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico.
Estas agressões vêm crescendo.
Assim informamos por meio desta que a partir de hoje nossos repórteres, que têm como incumbência cobrir o Palácio da Alvorada, não mais comparecerão àquele local na parte externa destinada à imprensa.
Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão
Respeitosamente,
Paulo Tonet Camargo
Vice-Presidente de Relações Institucionais
Grupo Globo"

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