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Ato de domingo

Apoiadora de Bolsonaro diz que bandeirada em jornalista foi acidente

Angela Berger é servidora da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), vinculada ao Ministério da Economia, e ingressou no serviço público em 1986, de acordo com dados do portal da Transparência

Publicado em 18 de Maio de 2020 às 15:35

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2020 às 15:35
A servidora Angela Telma Alves Berger, que agrediu a jornalista
A servidora Angela Telma Alves Berger, que agrediu a jornalista Crédito: Reprodução
Apoiadora de Jair Bolsonaro, a servidora Angela Telma Alves Berger afirmou à reportagem que não quis agredir a jornalista Clarissa Oliveira, da Band, com uma bandeirada na manifestação deste domingo (17), em frente ao Palácio do Planalto.
"A bandeirada na repórter foi um acidente. Eu tava olhando os paraquedistas e me descuidei...acontece, né? Já levei tantas bandeiradas. Quebraram até meu óculos. Porém, entendo que foi um acidente", disse à reportagem.
Angela Berger é servidora da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), vinculada ao Ministério da Economia, e ingressou no serviço público em 1986, de acordo com dados do portal da Transparência.
Ela agrediu a repórter da Band na cabeça com o mastro de uma bandeira do Brasil durante o ato de domingo, que teve a presença de Bolsonaro.
A jornalista aguardava para gravar quando foi atingida pela bandeira. De acordo com Clarissa, outros manifestantes a socorreram após o episódio.
No boletim de ocorrência, registrado no domingo, a repórter relatou que a manifestante, com uma bandeira do Brasil na mão, "vinha andando, xingando, gritando com todos". De acordo com ela, "sem mais nem menos, ela chegou perto e bateu com o pau da bandeira".
Ainda de acordo com Clarissa, a agressora riu, falou que "foi sem querer" e continuou andando.
A reportagem presenciou exaltação da agressora contra a imprensa em dois momentos antes da agressão. A todo momento, ela gritava "Globo lixo" e "jornalistas lixos".
A segurança do Planalto chegou a pedir para manifestantes que acalmassem a agressora, que chegou a sair do local do ato, mas voltou e ficou lá até a chegada de Bolsonaro.
Angela justificou a exaltação à reportagem. "Tô com medo de ser escrava de chinês. Tenho medo do comunismo nos dominar. Muito medo", afirmou.
"Vejo notícias de que estão vendendo as riquezas do Brasil. Que vêm um bando de chinês em setembro comprar tudo. Eu estou com medo. Fico em pânico. Ando depressiva. Nervosa. Nervos a flor da pele", disse. "Eu quero que esses chineses comunistas saiam do Brasil".
Em nota, a Band chamou a agressão de "prova de desrespeito ao trabalho da imprensa".
A Band diz que "exige que haja punição exemplar a esse ato inaceitável de selvageria".
"A agressão à nossa repórter, Clarissa Oliveira, durante manifestação em frente ao Palácio do Planalto, ofende a liberdade de imprensa e a todos os jornalistas".
Procurada, a Enap ainda não se manifestou sobre o caso. ?

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