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Pena a suspeito de matar mulher, enteada e vizinho pode passar de 120 anos

O caseiro Wanderson Mota Protácio deverá responder por sete crimes. "São muitos agravantes, como matar a companheira grávida na frente da filha", disse Tibério Martins Cardoso, delegado do caso

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 06/12/2021 às 08h23
Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de assassinar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro
Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de assassinar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro. Crédito: Reprodução

Suspeito de assassinar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro no último domingo (28) em Corumbá de Goiás (GO), o caseiro Wanderson Mota Protácio, 21, deverá responder por sete crimes com penas que ultrapassam 120 anos, informou á reportagem Tibério Martins Cardoso, delegado do caso.

Protácio foi preso ontem em Gameleira de Goiás depois que uma fazendeira o convenceu a se entregar. O delegado colheu o depoimento e encaminhou o caseiro para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde aguarda audiência de custódia.

As vítimas foram a mulher, que estava grávida de 4 meses, a enteada, de 2 anos, e um fazendeiro, de 73 anos.

"Quem define a pena é a Justiça, mas 120 anos deve ser a base", afirmou o delegado. "São muitos agravantes, como matar a companheira grávida na frente da filha", que acabou assassinada também.

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De acordo com Cardoso, o rapaz pode responder pelos seguintes crimes:

1 - Duplo Homicídio qualificado (feminicídio): Pena 12 a 30 anos de detenção "para cada homicídio, da mulher e da enteada", diz Cardoso;

2 - Aborto (a mulher estava grávida): Pena de 3 a 10 anos. "Ele sabia da gestação de 4 meses", afirma;

3 - Latrocínio consumado: Pena de 20 a 30 anos. "Ele matou um homem para pegar o carro", diz;

4 - Latrocínio tentado: Pena de até 30 anos. "A mulher do homem morto disse que ele tentou matá-la", diz Cardoso. "Quando é tentativa, a pena pode diminuir de um a dois terços, então pode pegar 20 anos";

5 - Tentativa de estupro: Pena de 6 a 10 anos. "Essa mesma mulher disse que ele tentou arrancar sua roupa. Ele nega, disse que a roupa rasgou durante a briga", afirma o delegado;

6 - Furto qualificado: Pena de 2 a 8 anos. "Ele arrombou uma casa para pegar a arma do padrão", justifica;

7 - Porte ilegal de arma: Pena de 2 a 4 anos.

A PRISÃO

Wanderson Protácio foi procurado por seis dias antes da prisão. Durante esse tempo, a polícia chegou a fazer um cerco nas cidades de Abadiânia, Alexânia e Corumbá de Goiás.

Durante esse tempo, ele se alimentou de três pacotes de bolacha e frutas, segundo a polícia, e tentava se manter próximo a córregos e rios para sempre ter água durante a fuga.

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

De acordo com a Polícia Civil, Wanderson já tinha um histórico de violência. Em 2019, o caseiro, com 18 anos à época, tentou matar a facadas uma ex-companheira na cidade de Goianápolis, região metropolitana de Goiânia.

Pela tentativa de feminicídio, ele ficou preso até março desse ano, quando saiu da cadeia e começou o relacionamento com Raniere Aranha, morta no último final de semana.

Após matar Raniere e a enteada, o caseiro fugiu para a casa de um vizinho, onde roubou um revólver e depois matou a tiros o fazendeiro Roberto Clemente, 73.

Ele ainda teria tentado abusar sexualmente da mulher de Roberto e, depois, atirou nela, que se fingiu de morta, mas sobreviveu.

O caseiro fugiu com a caminhonete do fazendeiro e seguiu para Alexânia, no entorno do Distrito Federal. De acordo com a polícia, o suspeito vendeu o celular da mulher na cidade e depois fugiu para a região de Abadiânia.

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