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Forças Armadas

Para conter crise, Exército publica imagem de encontro de comandantes

A publicação faz parte do esforço do governo para contornar o desgaste criado com a demissão do general Fernando Azevedo do comando do Ministério da Defesa

Publicado em 02 de Abril de 2021 às 15:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

02 abr 2021 às 15:53
Paulo Sérgio Nogueira, ao lado de dois antecessores no comando do Exército: os generais Edson Pujol e Eduardo Villas Bôas
Paulo Sérgio Nogueira, ao lado de dois antecessores no comando do Exército: os generais Edson Pujol e Eduardo Villas Bôas Crédito: Reprodução/redes sociais
Na tentativa de mostrar que a crise militar foi superada, o perfil oficial do Exército publicou nas redes sociais uma foto do novo comandante, Paulo Sérgio Nogueira, ao lado de dois antecessores: os generais Edson Pujol e Eduardo Villas Bôas.
"Antigo, atual e futuro comandante do Exército: laços inquebrantáveis de respeito, camaradagem e lealdade", ressalta a legenda da fotografia.
A publicação da imagem faz parte de esforço tanto das Forças Armadas quanto do Palácio do Planalto de tentar contornar o desgaste criado com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de demitir o general Fernando Azevedo do comando do Ministério da Defesa.
A troca, seguida pelo pedido de demissão dos comandantes das Forças Armadas, gerou apreensão em setores da sociedade sobre a possibilidade de o presidente politizar o Exército contra as medidas de restrição decretadas por gestões estaduais e municipais na pandemia do coronavírus.
Inicialmente, a intenção de Bolsonaro era colocar à frente do Exército um nome afinado ao seu governo e que tivesse uma postura contrária às medidas de restrição decretadas por Estados e municípios contra o coronavírus. As mudanças abruptas, contudo, geraram reação negativa nas Forças Armadas.
Para evitar agravar a crise, Bolsonaro recuou e, na quarta-feira (31), o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, utilizou o critério da antiguidade de carreira para selecionar os novos comandantes das Forças Armadas.
A favor de medidas de restrição, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira foi escolhido para comandar o Exército.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro Marco Aurélio, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como "ruim" a mudança realizada pelo presidente na Defesa e nas Forças Armadas, mas não vê risco à democracia. Para o magistrado, as substituições geram insegurança.
"A repercussão é ruim porque, principalmente considerando o leigo, gera insegurança, insegurança jurídica, e para viver em sociedade nós precisamos de segurança", afirmou.

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