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Novas funções

Ex-ministro da Defesa de Bolsonaro vai assumir direção-geral do TSE

Fernando Azevedo e Silva desempenhará as novas funções a partir de fevereiro, quando o ministro Edson Fachin toma posse como presidente da corte eleitoral

Publicado em 15 de Dezembro de 2021 às 07:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

15 dez 2021 às 07:53
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e o presidente Jair Bolsonaro
Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa, e o presidente Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Correa/PR
O general do Exército Fernando Azevedo e Silva assumirá o cargo de diretor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2022, ano de eleições gerais.
Militar da reserva e ex-ministro da Defesa até março deste ano, ele desempenhará as novas funções a partir de fevereiro, quando o ministro Edson Fachin toma posse como presidente da corte eleitoral no lugar do atual, o ministro Luís Roberto Barroso.
A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pela Folha de S.Paulo.
A escolha de Azevedo e Silva para o cargo, encarregado de tocar as questões administrativas do tribunal, é um gesto de constrangimento para o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Estará subordinada a ele a área de tecnologia, encarregada das urnas eletrônicas e dos softwares utilizados nas eleições.
Nos últimos meses, Bolsonaro protagonizou um embate com integrantes do TSE, principalmente Barroso, ao levantar, sem provas, suspeitas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Em função dessas declarações, o chefe do Executivo passou a ser alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.
Além de comandar a pasta da Defesa na gestão de Bolsonaro, o general atuou como assessor especial do Supremo, a convite do ex-presidente da corte Dias Toffoli. A passagem dele pela corte propiciou uma aproximação com ministros.
No Executivo, o militar da reserva trabalhou para manter as Forças Armadas longe da política, com um viés mais institucional e imparcial.
Sempre que o presidente insinuava acionar o Exército para resolver seus embates políticos, dizem ministros do Supremo, era Azevedo quem entrava em cena. Procurava os magistrados para afirmar que os militares respeitam a Constituição Federal e não concordam com a ideia de novo golpe.
Essa postura foi considerada como um dos motivos para sua demissão. Foi substituído pelo general Walter Braga Netto, também da reserva.
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