Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Dino usa precedente sobre liberdade de imprensa para liberar posts sobre Nossa Senhora
Decisão

Dino usa precedente sobre liberdade de imprensa para liberar posts sobre Nossa Senhora

O ministro afirmou ainda que "o uso abusivo da liberdade de expressão deve ser reparado, preferencialmente, por meio de retificação, direito de resposta ou indenização e não por meio de censura"

Publicado em 27 de Setembro de 2026 às 19:10

Estadão Conteúdo

Publicado em 

27 set 2026 às 19:10

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino usou precedente da Corte sobre liberdade de imprensa para liberar publicações que tratem de uma suposta articulação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O candidato negou a intenção de adotar a medida.

A decisão foi tomada em uma reclamação do ator e humorista Antônio Tabet contra decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção de 1.125 publicações - incluindo um post de Tabet - que associavam Flávio ao boato.

A postagem de Tabet dizia que "a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar a Nossa Senhora Aparecida!"

Tabet protocolou no STF um pedido de extensão de efeitos de decisão proferida por Dino em junho desde ano. Na ocasião, o ministro cassou decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e restabeleceu publicação do partido Novo que reproduzia o teor de notícia publicada na imprensa.

Veja Também 

Imagem de destaque

'Soberania' no altar: falas de bispos católicos e rumores sobre Nossa Senhora viralizam e viram ativo da campanha de Lula na reta final

Imagem de destaque

Nossa Senhora Aparecida: como a padroeira do Brasil se tornou parte da disputa eleitoral no país

Dilma Bolada com Dilma Rousseff

"Dilma Bolada" começou com fake news sobre N. S. Aparecida, indica monitor da campanha de Flávio

Dino afirmou que a extensão dos efeitos a Tabet e a todos os outros perfis que tiveram publicações derrubadas "não só é processualmente admissível como necessária, visando à segurança jurídica".

O ministro se baseou no precedente histórico da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, julgado em 2009, em que o Supremo derrubou a Lei de Imprensa promulgada na ditadura militar e vedou qualquer forma de censura prévia.

"No julgamento da ADPF 130, esta Corte assentou que é excepcional qualquer tipo de intervenção estatal na divulgação de notícias e de opiniões, na medida em que a liberdade de expressão é pré-condição para o exercício esclarecido dos demais direitos e liberdades", destacou Dino.

Imagem BBC Brasil
Ministro Flávio Dino  Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro afirmou ainda que "o uso abusivo da liberdade de expressão deve ser reparado, preferencialmente, por meio de retificação, direito de resposta ou indenização e não por meio de censura".

A notícia de que bispos católicos estavam preocupados com uma medida de Flávio para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida foi veiculada pela Globo News. Horas depois, contudo, o canal fez uma "correção" e pediu "desculpas pelo erro".

O projeto citado foi apresentado pelo então deputado federal mato-grossense Victório Galli (filiado à época ao MDB) em dezembro de 2007. A proposta foi arquivada em 2008.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Rogério Marinho, candidato à presidência do Senado
Marinho acusa Dino de favorecer Lula e cobra reação de Fachin após decisão sobre posts
Imagem de destaque
Governo confirma abertura da China para miúdos suínos do Brasil
Imagem BBC Brasil
Por que algumas pessoas acreditam que a IA é um Anticristo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados