Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Marinho acusa Dino de favorecer Lula e cobra reação de Fachin após decisão sobre posts
Padroeira do Brasil

Marinho acusa Dino de favorecer Lula e cobra reação de Fachin após decisão sobre posts

A manifestação ocorre após Dino liberar publicações que tratam de uma falsa articulação de Flávio para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

Publicado em 27 de Setembro de 2026 às 19:21

Estadão Conteúdo

Publicado em 

27 set 2026 às 19:21

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou neste domingo (27), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de criar uma "jurisprudência de conveniência" para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.

"Flávio Dino está atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral para criar uma jurisprudência de conveniência e permitir a circulação de conteúdo considerado falso para favorecer Lula e seu grupo político na eleição", afirmou Marinho em nota.

Dino tomou a decisão em uma reclamação apresentada pelo ator e humorista Antônio Tabet contra determinação do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia ordenado a remoção de 1.125 publicações que associavam Flávio à proposta.

Rogério Marinho, candidato à presidência do Senado
Rogério Marinho  José Cruz/Agência Brasil

Ao restabelecer as publicações, Dino recorreu a precedente do STF sobre liberdade de imprensa e afirmou que intervenções estatais na divulgação de notícias e opiniões devem ser excepcionais.

Segundo o ministro, eventuais abusos da liberdade de expressão devem ser reparados preferencialmente por mecanismos como retificação, direito de resposta ou indenização, e não por censura.

Marinho alerta sobre 'interferência política'

Marinho afirmou que há um "contraste" na posição de Dino por invocar a liberdade de expressão no caso e, segundo o senador, ter estado anteriormente "no centro de controvérsia sobre quebra de sigilo para identificar fonte jornalística de uma foto verdadeira sua".

O senador também acusou Dino de burlar o princípio do juiz natural e as regras de distribuição de processos em ações que, segundo ele, interessariam ao PT. "Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política", disse.

Veja Também 

Imagem de destaque

'Soberania' no altar: falas de bispos católicos e rumores sobre Nossa Senhora viralizam e viram ativo da campanha de Lula na reta final

Imagem de destaque

Nossa Senhora Aparecida: como a padroeira do Brasil se tornou parte da disputa eleitoral no país

Em nota separada, o jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão de Dino representa uma "usurpação" da competência constitucional da Justiça Eleitoral. A campanha sustenta que a representação apresentada ao TSE foi submetida à livre distribuição e que a decisão de Mendonça estava amparada nas regras eleitorais para impedir a circulação de conteúdos considerados "notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados".

O jurídico também argumentou que a decisão do TSE preservava conteúdos jornalísticos, críticas, sátiras, opiniões políticas e debates sobre religião e política que não apresentassem como verdadeiro o núcleo factual contestado pela campanha.

Marinho cobrou ainda uma reação do presidente do STF, Edson Fachin, e defendeu que o Senado exerça suas competências constitucionais para apurar eventuais crimes de responsabilidade.

Segundo o senador, Fachin deve agir para "preservar a normalidade constitucional" e impedir que a Corte seja transformada em um "tribunal de exceção eleitoral".

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF, na sede da corporação, em Brasília.
Dino usa precedente sobre liberdade de imprensa para liberar posts sobre Nossa Senhora
Imagem de destaque
Governo confirma abertura da China para miúdos suínos do Brasil
Imagem BBC Brasil
Por que algumas pessoas acreditam que a IA é um Anticristo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados