ASSINE

CPI da Covid: Flávio Bolsonaro tenta contornar fala sobre 'gripezinha'

Em participação na sessão desta terça-feira (18) da comissão, senador disse que presidente teria se referido apenas à sua própria experiência com a doença

Publicado em 18/05/2021 às 19h00
Senador Flávio Bolsonaro, durante sessão da CPI da Covid
Senador Flávio Bolsonaro, durante sessão da CPI da Covid. Crédito: Leopoldo Silva/ Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) compareceu ao depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo à CPI da Covid para tentar fazer uma defesa do pai, o presidente Jair Bolsonaro, na condução do enfrentamento à pandemia. Prestando solidariedade a famílias enlutadas e destacando o número de recuperados, Flávio buscou contornar a declaração polêmica de Bolsonaro, que classificou a Covid-19 como uma "gripezinha", e afirmou que a CPI tenta "antecipar" 2022, em alusão à disputa eleitoral do próximo ano.

"Não leve a mal (Ernesto Araújo), algumas pessoas que vem se manifestar, porque alguns ainda não aceitaram resultados das urnas", disse Flávio, o último senador a falar na CPI nesta terça-feira (18) antes de a sessão ser encerrada. "Bolsonaro foi eleito para redirecionar, sim, a política externa do país", disse o senador, que utilizou uma característica frequentemente empregada para descrever o presidente, a atribuindo aos colegas da oposição.

"O que vejo aqui é um negacionismo do óbvio. Fatos estão colocados. Temos internet e meios alternativos que inviabilizam o monopólio da narrativa dos grandes veículos. Brasil já dispõe de mecanismos para checar o que é fake news", afirmou Flávio, para quem as relações internacionais não foram comprometidas por questões ideológicas que envolvem o governo Bolsonaro.

Sobre as declarações do presidente, chamando a Covid-19 de gripezinha, Flávio afirmou que Bolsonaro se referia à experiência própria com a doença. "Sempre disse que no caso dele especificamente as consequências seriam gripezinha", disse.

Uma das ocasiões em que Bolsonaro usou o termo, minimizando os efeitos da doença, foi durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, em 24 de março. Na ocasião, vinculou os sintomas à sua capacidade física.

"Discussão sobre origem do vírus tem muita água para rolar embaixo dessa ponte. Há investigações em todo o mundo. Nada está descartado ainda. Aí se demoniza quem fala que é vírus chinês, mas são as mesmas pessoas que não se incomodam em dizer que quando houve cepa imputada ao Brasil, não tem pudor em dizer que é a cepa brasileira", concluiu Flávio.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.