Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • 'CFM autorizou uso da droga sem seguir o que nos guia, a Ciência'
Coronavírus

'CFM autorizou uso da droga sem seguir o que nos guia, a Ciência'

De acordo com o presidente da CFM, a hidroxicloroquina 'é uma excelente medicação para outras doenças, mas para a Covid não existe nada'

Publicado em 24 de Abril de 2020 às 08:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 abr 2020 às 08:51
Cientista estuda o novo coronavírus
Cientista estuda o novo coronavírus Crédito: Pixabay/ Pexels
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, afirma que a decisão de liberar prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina para casos leves do coronavírus não segue a ciência, mas teve de ser tomada para regrar o uso descontrolado da droga no Brasil e colocar "ponto final" na polarização sobre o tema.

O que muda com o parecer?

Não havia permissão para prescrever a cloroquina. O que fizemos foi liberar o uso. Não recomendar.
Mas médicos já prescreviam...
Estavam prescrevendo. Sob risco. O CFM tem a competência de decidir o que é experimental e o que não é. Na realidade, da forma como estava, o médico estava sujeito a todo tipo de ação. Agora está respaldado.

O CFM espera que aumente a prescrição da cloroquina?

Acreditamos que não. Já tem muita gente usando. Estamos numa situação diferente de tudo o que já enfrentamos. É uma doença que pega uma cadeia. Isola pessoas. E não existe tratamento farmacológico.

Por que escolheram uma reunião no Palácio do Planalto, com o presidente Bolsonaro, para anunciar este parecer?

Já estávamos acompanhando o uso da cloroquina. Mas o ex-ministro (Luiz Henrique) Mandetta fez solicitação de posicionamento sobre a hidroxicloroquina. Ele representa o governo. E essa questão foi politizada. O posicionamento do CFM foi solicitação do ministro de Bolsonaro. O que fizemos foi levar a Bolsonaro o posicionamento oficial do CFM, para depois divulgar ao país.

O CFM não acaba entrando nessa jogada de polarização?

Não. Todas as manifestações do CFM, todas, são no sentido de tirar atenção desta questão.

É seguro prescrever o medicamento para casos leves?

Se você for pensar, o CFM autorizou o uso da droga sem seguir aquilo que nos guia, que é a ciência. O que nos guia é a medicina baseada em evidência, são grandes trabalhos, publicados em grandes revistas. Rigorosos. Que não temos em relação à hidroxicloroquina. É uma excelente medicação para outras doenças, mas para a covid não existe nada. Neste caso, como não temos nada e a doença é devastadora, decidimos liberar o uso da droga.

Bolsonaro trocou o ministro. Havia discordâncias e o presidente quer o fim da quarentena. Ele segue participando de manifestações e índices de isolamento caem. Isso preocupa o CFM?

A preocupação do CFM é com o que vai acontecer nos próximos 30 e 60 dias com a população brasileira. Aparentemente as medidas do presidente Bolsonaro e de Mandetta foram eficazes. Torcemos que a curva continue caindo.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Trabalhador da indústria
Brasil, o país do futuro. Mas que futuro?
UTI LMC
Erros médicos: serviços de saúde não podem ser uma roleta russa
Justiça - Fórum Criminal Vitória - Tribunal do Júri
PM é denunciado por morte de ex-policial envolvido com crimes no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados