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Coronavírus

Bolsonaro tenta cumprimentar militares com a mão, mas 'ganha' cotovelos

Ao cumprimentar militares durante visita ao Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, o presidente estendeu a mão e recebeu de volta saudação com os cotovelos, conforme mandam os médicos

Publicado em 30 de Abril de 2020 às 20:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 abr 2020 às 20:58
Ao cumprimentar militares durante visita ao Comando Militar do Sul (CMS), em Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estendeu a mão e recebeu de volta saudação com os cotovelos, como manda a etiqueta médica para evitar a proliferação do novo coronavírus.
Presidente da República Jair Bolsonaro durante chegada ao Comando Militar do Sul
 Jair Bolsonaro durante chegada ao Comando Militar do Sul Crédito: Marcos Corrêa/PR
O primeiro a responder com o cotovelo foi o general Edson Pujol, comandante do Exército brasileiro, a autoridade máxima da instituição. O general Antônio Miotto, que acaba de deixar o comando do CMS, é o segundo a repetir o gesto. Com a troca da chefia do CMS, o general Valério Stumpf assume a função no lugar de Miotto.
Além do cotovelo, Bolsonaro recebeu o tradicional "tapinha nas costas" do prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e até o cumprimento do tipo "soquinho" do vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Mesmo assim, Bolsonaro apertou a mão de Mourão.
A cena ocorreu quando Bolsonaro foi recepcionado no Centro de Operação de Combate à Covid-19, do CMS, que tem trabalhado desinfetando ambientes públicos e distribuindo cestas básicas.
Por causa da pandemia, a cerimônia de posse do novo comandante do CMS, divisão do Exército com 50 mil homens que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, teve apenas 40 convidados na manhã desta quinta.
Fechada para imprensa, a cerimônia foi transmitida pela internet. Foi possível ver as autoridades mantendo ao menos um metro de distância umas das outras. A mulher de um general usava máscara -uso do acessório é recomendado para evitar a contaminação.

PANELAÇOS

Bolsonaro não discursou na cerimônia e foi recebido na cidade por panelaços, ouvidos em bairros como Cidade Baixa e Centro, e simpatizantes, que formaram aglomerações.
Os apoiadores faziam coro de ataques à imprensa e permaneceram aglomerados, apesar da pandemia do novo coronavírus. Militantes bolsonaristas levaram crianças e até chimarrão para a aglomeração. Alguns não usavam máscaras.
Após a cerimônia, Bolsonaro se aproximou do grupo e caminhou perto do gradil. O presidente não atendeu à imprensa no local.

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