Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro sanciona lei que transforma 'stalking' em crime
Já está valendo

Bolsonaro sanciona lei que transforma 'stalking' em crime

A pessoa que perseguir alguém, de maneira física ou on-line, agora pode ser punida com prisão; pena aumenta se vítima for mulher, criança, adolescente ou idoso

Publicado em 01 de Abril de 2021 às 21:49

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 abr 2021 às 21:49
Mulher vítima de violência
Mulheres perseguidas por questões de gênero são beneficiadas por nova lei Crédito: Freepik
O chamado 'stalking', ou seja, perseguir alguém de maneira física ou on-line, passa a ser crime a partir desta quinta-feira (1º).
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou na quarta-feira (31) a lei que diz que quem "perseguir, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade" está sujeito a pena de seis meses a dois anos de prisão.
O texto, que passa a prever o crime de perseguição no Código Penal, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta.
A pena ainda pode ser aumentada em 50% se envolver crimes contra crianças, adolescentes, idosos e mulheres por razões da condição do sexo feminino e se houver a participação de duas ou mais pessoas ou o uso de armas.
O texto foi aprovado no Senado em 9 de março, com 71 votos a favor e nenhum contrário.
A proposta, de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), já havia sido aprovada pelos senadores em caráter terminativo na  Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto de 2019. No entanto, o texto foi alterado pela Câmara dos Deputados, por isso retornou ao Senado.
O relator da matéria no Senado, Rodrigo Cunha (PSDB-AL), justificou a importância do projeto apontando que o Brasil é o 5º país do mundo com mais casos de feminicídio. Cunha também afirmou que pesquisas mostram que 76% desses casos foram precedidos por casos de perseguição da parte de seus então parceiros.
"Este projeto é de extrema importância porque define, de fato, o que é o crime de perseguição, que é, justamente, aquela perseguição praticada seja pelo meio físico, seja pelo meio virtual, e que interfere na liberdade ou na privacidade da vítima. Não havia essa previsão, e vamos passar a tê-la", afirmou o relator.
"Vale destacar, ainda, que o projeto é de extrema importância para tutela da integridade feminina e para o combate à perseguição sofrida por mulheres, especialmente no âmbito da violência doméstica e familiar. A repressão ao stalking praticado com violência de gênero é essencial diante da grande probabilidade de as condutas perpetradas pelo agente perseguidor tornarem-se, posteriormente, paulatina ou subitamente mais graves, evoluindo para agressões severas e, até mesmo, para o feminicídio", completou.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sede da Apex Partners na Praia do Suá, Vitória.
Briga na Justiça: BTG recorre de decisão que obriga manutenção de contrato com Apex
Sabrina Gomes Monteiro, que faria 26 anos nesta sexta-feira (19), morreu no último dia 5, no Hospital Estadual Dr. Dório Silva
Jovem morre de meningite após procurar UPA cinco vezes na Serra
Imagem de destaque
Essa carne de panela é rica em proteínas e combina com um jantar equilibrado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados