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Coronavírus

Bolsonaro faz campanha para dizer que é pai do auxílio emergencial

Mensagem da Secretaria de Comunicação faz questão de dizer que benefício não é pago por prefeitos e governadores. Auxílio inicialmente seria de R$ 2OO e, após negociação com o Congresso, foi para R$ 600

Publicado em 09 de Abril de 2020 às 18:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 abr 2020 às 18:45
A Secretaria de Comunicação do governo Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (09), em suas redes sociais, uma campanha destinada a explicar que o auxílio emergencial de R$ 600 é pago pela administração federal, e não por governadores e prefeitos.
Presidente Jair Bolsonaro em gravação de pronunciamento
Presidente Jair Bolsonaro sancionou benefício após 72h que medida já havia sido aprovada pelo Congresso  Crédito: Carolina Antunes/PR
"O auxílio emergencial de R$ 600 por pessoa não é de prefeituras nem governos estaduais. O auxílio emergencial é fornecido pelo governo federal, para a população, graças aos impostos pagos pela própria população", diz a mensagem publicada pela comunicação presidencial.
Durante a pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro e a maior parte dos governadores entraram em conflito, especialmente porque o presidente passou a criticar as medidas restritivas impostas pelos governadores estaduais para conter a expansão da doença. Os governadores seguem recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde para desestimular aglomerações.
Nesse choque, o presidente perdeu o apoio de alguns daqueles que foram seus aliados, como os governadores João Doria (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wilson Witzel (PSC-RJ).

O AUXÍLIO

O auxílio proposto pelo governo Bolsonaro era, inicialmente, de R$ 200. Após críticas, a equipe econômica passou a avalizar R$ 300. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o Congresso aumentaria para R$ 500. E, por acordo com o Executivo, acabou ficando em R$ 600.
Bolsonaro também demorou a sancionar o benefício e, depois, a publicar a sanção, pelo que sofreu mais críticas e viu a campanha #pagalogobolsonaro crescer nas redes sociais. O pagamento, no entanto, tem complicações logísticas, principalmente quando as pessoas não podem se aglomerar. O governo lançou um site e um aplicativo para cadastramento.

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