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Coronavírus

Governo vai ampliar voucher para informais de R$ 200 para R$ 300

Benefício vale para a parcela da população que não tem trabalho formal e não recebe recursos de programas como Bolsa Família e BPC

Publicado em 25 de Março de 2020 às 16:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 mar 2020 às 16:52
O governo federal irá ampliar o voucher para trabalhadores informais de R$ 200 para R$ 300 por mês, informou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, nesta quarta-feira (25).
secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida
Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, diz que governo não pode errar nas medidas econômicas em meio à crise, pois não tem os trilhões à disposição dos países europeus Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado
A medida foi anunciada na semana passada como parte do plano da equipe do ministro Paulo Guedes para combater os impactos econômicos do novo coronavírus. O benefício vale para a parcela da população que não tem trabalho formal e não recebe recursos de programas como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Segundo Sachsida, a ampliação do benefício será anunciada ainda esta semana, junto a novas medidas para amenizar os efeitos da paralisação do país na economia.
"Precisamos evitar que um choque transitório se torne um choque permanente", disse o secretário em videoconferência da Necton Investimentos.
De acordo com Sachsida, as medidas econômicas serão adotadas aos poucos, por terem uma margem pequena para erros, com poucos recursos à disposição.
"Temos pacotes muito diferentes de Europa e EUA, que têm pacotes trilionários. É difícil para nós fazer um grande anúncio porque, se errarmos, não temos outro. Esses países têm como errar porque têm dinheiro para mais, têm uma situação fiscal mais sólida"
Adolfo Sachsida - Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia
Devido ao aumento de gastos com o novo coronavírus, o Brasil não vai cumprir a meta fiscal em 2020, e haverá aumento do déficit primário.
"Toda semana fazemos um anúncio pelo grau de incerteza dessa crise, não sabemos a duração exata do coronavírus. Prudência é importante. Se gastarmos tudo agora e [a pandemia] durar quatro meses, o que faremos no quarto mês?", afirma Sachsida.
O secretário disse ainda que confia no presidente, em meio a críticas a Jair Bolsonaro, provenientes de diversos setores, pelas declarações em relação à crise.
Na noite de terça (24), Bolsonaro defendeu, em pronunciamento, o fim do isolamento, chamado por ele de confinamento em massa, e a reabertura de escolas e comércio. Se adotadas, as medidas irão na contramão daquelas implementadas por dezenas de países e de recomendações de especialistas.
"Confio na liderança de Guedes e de Bolsonaro. Grandes lideranças vão aparecer nesta crise. Grandes homens surgem nos grandes momentos", disse o secretário, que também destacou o trabalho de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente.

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