Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Após críticas, equipe assina nova norma sobre a cloroquina
Mudanças

Após críticas, equipe assina nova norma sobre a cloroquina

O documento, que havia sido divulgado como orientação, virou uma 'nota informativa'

Publicado em 22 de Maio de 2020 às 12:13

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 mai 2020 às 12:13
Nenhum estudo científico sobre cloroquina comprovou eficácia da droga contra a Covid-19
Nenhum estudo científico sobre cloroquina comprovou eficácia da droga contra a Covid-19 Crédito: freepik.com
Cobrado pela falta de assinatura no documento que mudou a orientação do Ministério da Saúde sobre a cloroquina, o ministro interino, general Eduardo Pazuello, ordenou e, cerca de 12 horas após a divulgação, todos os secretários da pasta subscreveram o papel. As assinaturas foram feitas entre 20h37 e 23h36 da noite de quarta-feira (20), após o jornal O Estado de S. Paulo mostrar que a orientação da pasta não tinha o poder de um protocolo de atendimento, como defende o presidente Jair Bolsonaro.
O documento havia sido divulgado por volta de 9h30, como orientação. Depois, virou uma "nota informativa" na versão assinada, que será enviada para gestores do SUS.
Contrariando recomendações de entidades científicas e médicas, a pasta orientou uso de medicamento à base de cloroquina ou hidroxicloroquina, associadas ao antibiótico azitromicina, desde o primeiro dia de sintomas. Por não ser um protocolo, o papel não dita regras de atendimento no SUS. É apenas uma orientação, mas marca uma guinada no discurso do ministério e tem força política.
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota contrária à recomendação. A entidade questiona: "Por que estamos debatendo a cloroquina e não a logística de distanciamento social? Por que estamos debatendo a cloroquina ao invés de pensar um plano integrado de ampliação da capacidade de resposta do Ministério da Saúde para ajudar os Estados em emergência?"
O Ministério da Saúde tem sete secretarias, sendo que três estão com substitutos no comando. Responsável pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (SCTIE), área que avalia incorporação de medicamentos ao SUS, o médico Antônio de Carvalho não subscreve o documento.
Ele pediu exoneração e aguarda a publicação de sua saída no Diário Oficial da União (DOU).

CRÍTICAS

Nesta semana, três entidades nacionais aprovaram um documento com diretrizes para o enfrentamento da pandemia no qual recomendam que as drogas não sejam usadas como tratamento de rotina.
As entidades são a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Capixaba Geovanna Santos é vice-campeã brasileira de ginástica rítmica
Geovanna Santos garante quatro medalhas no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica
Membros da Igreja da Praia em frente ao tempo, na Praia do Canto
Tradicional igreja evangélica da Praia do Canto comemora meio século
Festival de Inverno de Guaçuí terá shows de Alexandre Pires, Almir Sater e Paulo Ricardo
Festival de Inverno de Guaçuí terá shows de Alexandre Pires, Almir Sater e Paulo Ricardo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados