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Anvisa proíbe suplementos irregulares para tratar problemas de visão

Resolução publicada na segunda-feira (7), no Diário Oficial da União, também determina a apreensão destes produtos

Publicado em 09 de Agosto de 2023 às 17:14

Agência Brasil

Publicado em 

09 ago 2023 às 17:14
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos das marcas Visipro, Sulinex e Ocularis. De acordo com a agência, os itens eram divulgados irregularmente em sites, com indicação para tratamento de problemas de visão como catarataglaucoma e degeneração macular.
A resolução, publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União, determina ainda a apreensão dos produtos. “As medidas foram adotadas após o recebimento de denúncias e questionamentos relacionados ao assunto", informou a Anvisa.
"A agência identificou que os suplementos alimentares eram de fabricantes desconhecidos, ou seja, não se sabe a origem dos produtos"
Anvisa - Por nota
O uso de telas veio se intensificando nos últimos anos, mas com a pandemia da Covid-19 os problemas nos olhos aumentaram.
O uso de telas veio se intensificando nos últimos anos, mas com a pandemia da Covid-19 os problemas nos olhos aumentaram. Crédito: Javier Sánchez Mingorance/Freepik
Em nota, a agência reforçou que, para alimentos em geral, incluindo suplementos alimentares, não é permitida a realização de propagandas que aleguem tratamento, prevenção ou cura de qualquer tipo de doença ou problema de saúde, inclusive relacionados à visão.

Propaganda enganosa

No comunicado, a Anvisa alerta quanto às propagandas de produtos “com promessas milagrosas”, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, que prometem prevenir, tratar e curar doenças e agravos à saúde, além de melhorar problemas estéticos.
“Muitas vezes, esses produtos são vendidos como suplementos alimentares, ou seja, alimentos fontes de nutrientes e outras substâncias bioativas, para os quais não há nenhuma comprovação junto à agência de ação terapêutica ou estética.”
“A Anvisa não aprovou nenhuma alegação desse tipo para suplementos alimentares e a legislação sanitária proíbe expressamente que alimentos façam alegações de tratamento, cura, prevenção de doenças e agravos à saúde. Dessa forma, qualquer propaganda de suplementos alimentares que contenha esse tipo de alegação é irregular.”

Orientações ao consumidor

A agência recomenda que o consumidor não compre nem utilize suplementos alimentares que prometam agir nas situações listadas a seguir:  
  • Emagrecimento; 
  • Aumento da musculatura; 
  • Diminuição de rugas, celulite, estrias, flacidez; 
  • Melhora das funções sexuais; 
  • Aumento da fertilidade, melhora ou alívio de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual, menopausa; 
  • Aumento da atenção e foco; 
  • Doenças degenerativas, como mal de Alzheimer, demência, doença de Parkinson; 
  • Câncer; 
  • Problemas de aumento da próstata e disfunção urinária; 
  • Problemas de visão; 
  • Doenças do coração, pressão alta, colesterol e triglicerídeos sanguíneos elevados; 
  • Melhora da glicose sanguínea, diabetes e níveis de insulina; 
  • Problemas gastrointestinais, como gastrite, má digestão; 
  • Gripe, resfriado, covid-19, pneumonia;  
  • Labirintite, zumbido no ouvido (tinitus); 
  • Distúrbios do sono, insônia.
“Produtos que tenham indicação terapêutica precisam ser regularizados na Anvisa como medicamentos”, destacou a agência. A lista de medicamentos regularizados pode ser acessada aqui.

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