Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • Alcolumbre pede agenda com Lula para restabelecer relação após derrota de Messias
Reaproximação

Alcolumbre pede agenda com Lula para restabelecer relação após derrota de Messias

Presidente do Senado é apontado como principal responsável para rejeição histórica ao STF; senador e petista têm interesse em retomar boa relação

Publicado em 07 de Maio de 2026 às 20:59

Agência FolhaPress

Publicado em 

07 mai 2026 às 20:59
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula (PT). A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A interlocutores, Alcolumbre avisou que deseja encerrar o caso – nas palavras dele, "passar a régua" no episódio. Nessas conversas, o presidente do Senado sustenta que não trabalhou contra a indicação de Lula e que a rejeição foi resultado de uma insatisfação da Casa, cujo risco foi alertado por ele ao Planalto anteriormente.
O recado é que o parlamentar não quer prejudicar o governo e não vai trancar propostas ou pautar surpresas indigestas para o Executivo.
À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão.
Alcolumbre tem conversado com aliados de Lula no Senado. Waldemir Barreto/Agência Senado
Até a derrota de Messias, Alcolumbre era visto como o presidente de uma Casa que deu pouca dor de cabeça a Lula. O tom dado pelo senador amapaense é que segue sendo do seu interesse jogar junto ao governo. A aliados do centrão ele havia comunicado que apenas procurava abrir um canal de interlocução com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na eleição à Presidência, mas sem aderir à oposição.
Lula, por sua vez, também deixou claro que não deseja queimar pontes com Alcolumbre. Após a derrota na semana passada, disse "vida que segue" aos seus articuladores. Na terça-feira (5), o ministro José Mucio (Defesa) foi ao encontro do Senador para sentir a temperatura. Na quarta-feira (6), foi a vez do ministro José Guimarães (Relações Institucionais) almoçar com o chefe do Legislativo.
No Senado, Alcolumbre tem conversado com aliados de Lula, como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), com quem esteve na manhã desta quinta-feira (7).
No rol de possibilidades aventadas no Planalto para melhorar o desempenho no Senado, está a troca de ocupantes de lideranças do governo na Casa. Aliados sugerem que Randolfe seja afastado por causa da sua proximidade com Alcolumbre, pela aliança no Amapá, e também porque o petista precisará se dedicar à reeleição no estado.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também é alvo de objeções. Alcolumbre rompeu relações com o petista durante o processo de indicação de Messias, e uma ala do governo aponta a impossibilidade de mantê-lo na liderança sem relação direta com o presidente da Casa.
O governo tem propostas importantes nas mãos de Alcolumbre. Estão para ser votadas no Senado as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do Suas (Sistema Único de Assistência Social) e a da Segurança Pública. O projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil, as chamadas "terras raras", também aguarda análise dos senadores.
A prioridade legislativa do governo para a eleição, o fim da escala 6x1, também precisará passar pelo Senado. A PEC está na Câmara e deve ser votada até o final de maio. Ou seja, o Planalto precisará da boa vontade de Alcolumbre para aprová-la até junho, mês que naturalmente é mais conturbado pela intensificação da pré-campanha e pelo início da Copa do Mundo.
Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro de Lula. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
Sobre a rejeição de Messias, por exemplo, a estratégia será reprisar que adversários de Lula se uniram a ministros do STF para impedir o avanço das investigações, prejudicando um evangélico.
A associação de bolsonaristas ao caso ameaça azedar a relação com dirigentes partidários investigados. Pivô do escândalo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com Alcolumbre em 2025 na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela PF.
A Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, aplicou R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco. A instituição era comandada por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro e afilhado político de Alcolumbre.

Veja Também 

À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão.

Alcolumbre pede agenda com Lula para restabelecer relação após derrota de Messias

Senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro diz considerar 'grave' ação da PF contra Ciro Nogueira, ex-ministro de seu pai

Carteira de habilitação, CNH, motorista

Câmara aprova MP que facilita renovação de CNH, mas mantém exigência de exame médico

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vasco vence na Libertadores de futebol de areia
Vasco aplica maior goleada da Libertadores de futebol de areia e avança à semifinal
Imagem de destaque
Aulas práticas para jovens viram "reforma" de prédio centenário no Centro de Vitória
Chevrolet Sonic 2027
Chevrolet Sonic chega a partir de R$ 129.990 para competir no acirrado segmento de SUVs compactos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados