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Ricardo Ferraço

Artigo de Opinião

É governador do Estado do Espírito Santo
Ricardo Ferraço

SUS Capixaba: cuidado, acesso e dignidade

Mais do que ampliar estruturas, o Espírito Santo tem construído um sistema mais acessível, integrado e resolutivo
Ricardo Ferraço
É governador do Estado do Espírito Santo

Públicado em 

04 abr 2026 às 04:50
Desde a última quinta-feira, dia 2 de abril, assumi o Governo do Estado do Espírito Santo, com o compromisso de manter o ritmo e o rumo tão bem estruturado pelo governador Renato Casagrande. Equilibrando responsabilidade fiscal e investimentos importantes nos 78 municípios.
Nosso Estado é o que mais investe com recursos próprios no Brasil. Destaque nacional! E o fortalecimento do SUS Capixaba tem sido um destaque particular.
A saúde pública voltou ao centro do debate nacional, e não por acaso. Pesquisas recentes mostram que ela ocupa, hoje, o topo das preocupações dos brasileiros, em nível muito próximo ao da segurança pública. Levantamento do Datafolha indica que 21% da população apontam a saúde como o principal problema do país, ante 19% que mencionam a segurança, configurando um empate técnico entre os dois temas.
Esse resultado revela mais do que uma oscilação conjuntural. Ele expressa a consolidação de um padrão: saúde e segurança formam o núcleo das preocupações nacionais, alternando posições, mas permanecendo no topo da agenda pública. A proximidade entre os dois temas indica que ambos são percebidos como dimensões essenciais da qualidade de vida e da presença do Estado.
No caso da saúde, há razões claras para essa centralidade. Trata-se de uma área em que a experiência do cidadão é direta e frequente. O acesso a consultas, exames e procedimentos, os tempos de espera e a resolutividade do atendimento impactam a vida das pessoas de forma imediata. Não por acaso, a percepção negativa está fortemente associada à demora e à dificuldade de acesso.
Fatores estruturais reforçam essa pressão. O envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e o acúmulo de demandas reprimidas, especialmente após a pandemia, ampliaram a procura por serviços de saúde. Soma-se a isso um elemento decisivo: diferentemente de outras áreas, a saúde não é episódica. Em algum momento, todos dependem dela.
É nesse contexto que a saúde deixa de ser apenas mais uma política pública e passa a ser percebida como dimensão central da segurança cotidiana, também medida pela garantia de cuidado, acesso e dignidade.
A partir desse cenário, a trajetória do Espírito Santo demonstra como é possível enfrentar esse desafio com resultados concretos. Nos últimos anos, o estado consolidou uma estratégia consistente de fortalecimento do Sistema Único de Saúde, combinando planejamento, investimento e foco na melhoria do atendimento.
Ao longo dos últimos sete anos, foram investidos cerca de R$ 2,8 bilhões na saúde pública estadual. Um dos eixos centrais foi o fortalecimento da Atenção Primária, porta de entrada do sistema, com 108 novas Unidades Básicas de Saúde em 52 municípios e 150 ampliações ou reformas em 68 municípios. Mais de mil profissionais foram qualificados, ampliando a capacidade de atendimento e a resolutividade.
Na média e alta complexidade, houve ampla reestruturação da rede hospitalar. São 22 unidades em melhoria até 2030, com previsão de 1.200 novos leitos, além de obras estruturantes como o Complexo de Saúde Norte, em São Mateus, e o Hospital Geral, em Cariacica.
Reprodução do futuro Hospital Geral de Cariacica
Reprodução do futuro Hospital Geral de Cariacica Crédito: Divulgação
Os avanços também se refletem no acesso. As consultas especializadas passaram de cerca de 150 mil em 2018 para mais de 900 mil em 2025, e os exames, de 15 mil para quase 700 mil. A tecnologia também passou a desempenhar papel central, com a oferta de teleconsultas em todos os municípios, aproximando o paciente do especialista sem a necessidade de grandes deslocamentos. Trata-se de uma mudança de escala que contribui para reduzir filas, antecipar diagnósticos e dar mais previsibilidade ao atendimento.
O Governo do Espírito Santo também avançou na inclusão, com a implantação do serviço especializado para pessoas com deficiência intelectual e autismo, já presente em 32 municípios. Na urgência e emergência, o Samu 192 foi ampliado e está presente em todos os 78 municípios capixabas, com frota renovada e investimentos superiores a R$ 785 milhões.
Esse conjunto de ações evidencia que, mesmo diante de uma das maiores demandas da sociedade brasileira, é possível avançar com consistência. Mais do que ampliar estruturas, o Espírito Santo tem construído um sistema mais acessível, integrado e resolutivo. Em nosso Estado, a saúde pública deixou de ser promessa e passou a ser entrega. E é essa capacidade de transformar prioridade em resultado que fortalece a confiança da população no Estado.
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