Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se não faltam leis para as cidades, por que as tragédias se repetem?
Chuva no ES

Se não faltam leis para as cidades, por que as tragédias se repetem?

O que temos assistido em nossas cidades é a transformação de rios em cloacas, quando muito, cobertas por lajes de concreto, que só escondem problemas que surgem e ressurgem na forma de enchentes

Publicado em 28 de Janeiro de 2020 às 12:32

Públicado em 

28 jan 2020 às 12:32

Colunista

Cheia do Rio Itapemirim deixa bairros de Cachoeiro inundados Crédito: Bruna Hemerly

Não é exagero afirmar que o Brasil é um país pródigo na produção de leis. Em se tratando de legislação ambiental, já estamos próximos de completar um século de regramento. É bem verdade que o antigo Código Florestal de 1934 focava a questão ambiental na proteção de recursos de importância econômica, mas a Constituição Federal conseguiu acolher toda a moderna legislação ambiental.

Ora, se não nos faltam leis para aplicar em nossas cidades, por que então as tragédias se repetem? Será que o novo Código Florestal (2012), que definiu tão bem as faixas mínimas de proteção ao longo dos rios, não é suficiente para se evitar novas inundações? Será que a lei federal de parcelamento do solo, em vigor há mais de 50 anos, que proíbe os loteamentos em terrenos sujeitos a inundações não foi o bastante para evitar os problemas crônicos de alagamento na Grande Vitória?

Invariavelmente, o que temos assistido em nossas cidades é a transformação de rios em cloacas, quando muito, cobertas por lajes de concreto, que só escondem problemas que surgem e ressurgem na forma de enchentes e doenças produzidas por um modelo de urbanização que não é capaz de proteger vidas, como a da Dona Osvaldina, de 67 anos, que sucumbiu junto com o seu barraco na Serra.

Todos esses problemas se agravam em face às ocupações irregulares e à autoconstrução, que é regra no país, fruto da falta de eficácia das autoridades e da inoperância dos órgãos fiscalizadores.

Na outra ponta do problema estão os profissionais: arquitetos, urbanistas, engenheiros. É grande o repertório de ideias para enfrentar tantas descaracterizações ambientais. Existem soluções urbanísticas testadas dentro e fora do Brasil, tais como o uso de pisos drenantes, lagoas de absorção, cisternas, tetos verdes e paredes vegetadas.

Porém, sem compreender a dinâmica de produção do espaço urbano continuaremos por muito tempo contabilizando prejuízos materiais e mortes. Isso vale de forma especial para as cidades do Sul do Estado, que terão de ser reconstruídas. Como diz a canção do genial Beto Guedes: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

O autor é  conselheiro representante do Espírito Santo no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR)

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Wagner Martins, cinegrafista da TV Gazeta
Amigos e colegas da TV Gazeta se despedem do cinegrafista Wagner Martins
Imagem de destaque
A luta para salvar cidade canadense ameaçada pelas tarifas de Trump
Imagem de destaque
Vídeo dos anos 90 mostra Wagner Martins como operador de programa de rádio que inspirou filme

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.