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Lorena Silveira Cardoso e Amanda Ferreira de Almeida Colombi

Artigo de Opinião

Saúde

Quem fuma tem maior risco de desenvolver sintomas graves pela Covid-19

A maioria das pessoas sabe que o consumo de tabaco causa câncer e doenças pulmonares, mas muitas delas não sabem que quem não fuma, mas mora ou convive com pessoas que fumam, também sofre agressões pulmonares
Lorena Silveira Cardoso e Amanda Ferreira de Almeida Colombi

Publicado em 30 de Agosto de 2020 às 05:00

Publicado em 

30 ago 2020 às 05:00
Fumaça de cigarro e fumante passiva de máscara
Cigarro pode ser um agravante para pacientes com coronavírus Crédito: Shutterstock
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em um relatório produzido com as Nações Unidas no final de 2018, afirmou que uma em cada cinco pessoas no mundo fuma, e que existem mais de um bilhão de fumantes no planeta. Já no Brasil, informações apresentadas em uma pesquisa realizada pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontaram que o número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos.
Na última edição da pesquisa em 2019, apenas 9,8% dos brasileiros afirmaram apresentar tal hábito. O tabagismo é o maior fator de risco evitável de adoecimento e morte no mundo, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), e mesmo que o número de fumantes venha diminuindo, os quase 10% de brasileiros que ainda fumam representam um impacto grande no sistema de saúde. Com a pandemia do novo coronavírus, os riscos de manter esse hábito se tornaram ainda mais evidentes.
Quem fuma apresenta maior risco de desenvolver sintomas graves caso seja contaminado pelo novo coronavírus, causador da Covid-19. Devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver insuficiência respiratória, sintoma grave da doença. A situação se complica ainda mais ao considerar também os fumantes passivos.
A maioria das pessoas sabem que o consumo de tabaco causa câncer e doenças pulmonares, mas muitas delas não sabem que quem não fuma, mas mora ou convive com pessoas que fumam, também sofre agressões pulmonares que as torna mais vulneráveis a infecções respiratórias e, possivelmente, às complicações da Covid-19.
Logo, devemos ficar em alerta, uma vez que, com o distanciamento social, o tempo passado dentro de casa aumentou significativamente. Aumentando também a ansiedade, o estresse, a insegurança e o medo, o que reflete na quantidade de cigarros consumidos.
E se você é tabagista ou tem algum familiar em casa tabagista, e não tem motivação para parar de fumar, saiba que após dois dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta melhor a comida; após três semanas já dá para notar que a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora; após um ano o risco de morte por infarto do miocárdio já foi reduzido à metade; e após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram. Portanto, aproveite melhor a vida.
Nunca houve um momento melhor do que este para deixar de fumar.
*As autoras são professoras coordenadoras do projeto de extensão Enfermagem em Ação da Faesa
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