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Érica Ferreira Neves

Artigo de Opinião

Pandemia

Na crise, advogados devem ser os protagonistas da paz social

Este cenário não precisa de atores que tragam ainda mais ansiedade, com previsões desastrosas do perecimento de direito de qualquer cidadão ou de impingir incertezas às pessoas já assoladas pelo medo, ativando as animosidades
Érica Ferreira Neves

Publicado em 27 de Abril de 2020 às 15:37

Publicado em 

27 abr 2020 às 15:37
Direito
Sejamos, advogadas e advogados, mais um meio fiel de informações sobre novas e temporárias estruturas jurídicas Crédito: Divulgação
Neste momento complicado para a nossa sociedade, a advocacia também sofre as agruras psicológicas e econômicas do isolamento social e da quarentena. Tal condição de fragilidade precisa ser controlada racionalmente por cada profissional, para que não nos tornemos mais um fator direcionado ao caos que já existe. Devemos, ao contrário, ser um fator de paz social fazendo a gestão dos conflitos.
À advocacia é imposta a proibição do incentivo à judicialização, e o bem protegido desta premissa não é somente a concorrência entre os advogados e advogadas, mas também a paz social, que está sendo colocada à toda prova neste período de estresse emocional.
O empregado e o empregador, a mãe, o pai e o filho, o cafeicultor, o pecuarista e o setor de granito, o empreendedor e seus sonhos, as escolas, os alunos, os locatários e os locadores, os ambulantes, as diaristas, todos estes atores fundamentais à nossa vida social estão inseguros, completamente vagando nas incertezas do que teremos logo mais com a recessão.
O Estado vem trazendo normas de toda ordem e em todas as matérias, quase que diariamente, trazendo inovações jurídicas nas relações públicas e privadas, como socorros pontuais e regras transitórias, a fim de reequilibrar as relações diante do cenário de isolamento social e desastre econômico-financeiro que assolará a grande maioria.
Este cenário não precisa de atores que tragam ainda mais ansiedade, com previsões desastrosas do perecimento de direito de qualquer cidadão ou de impingir incertezas às pessoas já assoladas pelo medo, ativando as animosidades.
Sejamos, advogadas e advogados, mais um meio fiel de informações sobre novas e temporárias estruturas jurídicas, trazendo tranquilidade e orientações à população em geral e aos nossos clientes, para incentivar outras portas para a solução de conflitos que surjam neste período.
Obviamente, garantindo às consultas os honorários devidos em razão do raciocínio jurídico aplicado às inovações que surgem, afinal, as consultas jurídicas estão dentro do rol de serviços exclusivos da advocacia, e merecem serem pagas, sempre, com ou sem Covid-19 no planeta.
A grande maioria da guerreira advocacia vem utilizando com esmero as redes sociais para orientações importantíssimas à população, pois essenciais à segurança jurídica do entendimento das ações implantadas. Nesse contexto, a crise serve para provar, com muita honra, que as piadas jocosas não nos cabem mais e que somos essenciais ao Estado Democrático de Direito.
O mundo jurídico está em evidência, com o legislador trabalhando à luz e no palco que nunca antes vimos, e a população atenciosa e focada nos resultados e nas consequências.
Juntos, temos a advocacia, que além da maioria estar a par das ações governamentais e não receber a devida atenção da instituição de classe que dela se sustenta, não pode e não deve incentivar o caos.
A nossa característica agora é mostrar a nossa essencialidade à sociedade. A nossa missão é controlar os conflitos levando as partes à sobrevivência. Sendo a porta do Judiciário a última a ser procurada, e não nos furtaremos para proteger direitos de quem quer que seja.
Sejamos eloquentes nas medidas urgentes que surgirem que somente o manto do Poder Judiciário acalme, sejamos firmes como sempre fomos, diligentes e corajosos, mas acima de tudo, sejamos protagonistas da paz social.
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